coisas que me passam pela cabeça, e outras que vão ficando

[ textos recentes

[ Ofíuco, o Serpentário

[ Sexta-feira 13

[ arquivos

[ Julho 2018

[ Março 2016

[ Agosto 2015

[ Junho 2015

[ Março 2015

[ Março 2014

[ Março 2013

[ Fevereiro 2013

[ Julho 2012

[ Maio 2012

[ Outubro 2011

[ Agosto 2011

[ Junho 2011

[ Abril 2011

[ Janeiro 2011

[ Novembro 2010

[ Outubro 2010

[ Setembro 2010

[ Agosto 2010

[ Junho 2010

[ Maio 2010

[ Março 2010

[ Janeiro 2010

[ Dezembro 2009

[ Novembro 2009

[ Outubro 2009

[ Julho 2009

[ Junho 2009

[ Maio 2009

[ Abril 2009

[ Março 2009

[ Fevereiro 2009

[ Janeiro 2009

[ Dezembro 2008

[ Novembro 2008

[ Outubro 2008

[ Setembro 2008

[ Agosto 2008

[ Julho 2008

[ Junho 2008

[ Maio 2008

[ Abril 2008

[ Março 2008

[ Fevereiro 2008

[ Janeiro 2008

[ Dezembro 2007

[ Novembro 2007

[ Outubro 2007

[ Setembro 2007

[ Agosto 2007

[ Julho 2007

[ Junho 2007

[ Maio 2007

[ Abril 2007

[ Março 2007

[ Fevereiro 2007

[ tags

[ todas as tags

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Ofíuco, o Serpentário

Para quem liga à astrologia, andará convencido(a) que deixámos o signo do Escorpião para entrar no de Sagitário no passado dia 22.

Mentira.
Só hoje, dia 30 de Novembro, é que o Sol deixou de ‘nascer’ na constelação Escorpião para passar a ‘nascer’ na constelação ‘Ofíuco’. Aliás, só ‘esteve’ 7 dias na constelação Escorpião, de 23 a 30.

Isto dito, significa que quem nascer agora não nasce no signo Escorpião mas sim no signo Ofíuco. Sim, é isso mesmo, Ofíuco, o Serpentário. Não existe na astrologia. Pois não, mas o que a astrologia diz foi definido no tempo dos sumérios, há muito tempo, suficiente para que pelo próprio movimento de todos os corpos celestes (planetas, estrelas e galáxias) as referências se tenham alterado. O céu hoje é diferente do de há quatro mil anos.

Sem surpresa para a Astronomia, a ciência que extrai normas (nomos) a patir da análise das posições dos astros), o Sol está começou no dia 23 a ‘nascer’ na constelação Escorpião. Até aí, e desde o dia 31 de Outubro, estava na constelação Balança.
Vamos continuar neste signo, Ofíuco, até 18 de Dezembro, durante 18 dias, até que o sol ‘nasça’ noutra constelação, desta vez sim Sagitário onde ficará durante 32 dias, até 19 de Janeiro.

Quem quiser confirmar isto basta consultar qualquer site sobre Astronomia, ou o livro Zodiaco Constelacoes E Mitos de Nuno Crato.

Quem quiser pode acreditar na Maya, tanto na astróloga como a abelha, ou em qualquer um dos muitos que advogam que por se nascer num sítio X e numa hora Y temos o nosso destino definido, e que por causa de Júpiter estar ali (como se fosse um corpo animado) e o Sol estar acolá, que vamos ter mais ou menos felicidade, dinheiro, amor, compreensão e tudas as outras tretas.

Que haja, sobretudo, a liberdade de se poder acreditar no que se quiser.

publicado por coisas minhas às 07:37
link do post | comentar | ver comentários (17) | favorito
Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Sexta-feira 13

Hesitei na escolha do título para este texto, não o queria tão óbvio nem minimamente sugestivo de crença, ainda que ligeira, neste tipo de crenças. Porém, e como sabemos das regras jornalísticas, é por vezes anunciando com a síntese dos argumentos combatidos que se consegue maior atenção.

Hoje haverá muita gente temendo as mais variadas coisas, apenas porque é sexta-feira 13.  É uma manifestação de desconhecimento - voluntário ou não - de que as referências pelas quais balizamos os mais variados aspectos da nossa vida são apenas isso, simples marcadores de conceitos que, algures na nossa história, fizamos num ponto do nosso conhecimento.

O Escudo era uma referência que substituimos pelo Euro, embora não totalmente porque ainda falamos frequentemente em 'contos' que, ironicamente, nunca foi uma unidade de moeda oficial.

Falamos do Oriente quando só o é para nós aqui. São resquícios de um etnocentrismo imperialista. Curiosamente não nos referimos aos americanos, do Norte, Centro e Sul, como 'ocidentais'.

Há quem não compreenda como pode a temperatura ser 'abaixo de zero', quando o nosso zero é, também ele, uma referência. Há muito mais frio abaixo disso.

No 'Cosmos' o Carl Sagan faz notar que em muitas línguas ainda se diz por-do-Sol e nascer-doSol quando sabemos há muito que ele não se põe nem nasce, somos nós que mudamos de posição. Porém é-nos mais fácil - confortável? - dizer que o sol vai e vem do que interiorizar que somos nós que nos movemos.

Ouvi já comentários estranhando o atraso na contagem decrescente com que os franceses lançam os seus foguetões, quando os americanos - do Norte - fazem-na coincidir exactamente com o momento em que o foguetão arranca. É não perceber que esse 'zero' pode ser colocado em qualquer lugar da linha de tempo. Os americanos colocam-no no instante do arranque, os franceses no instante do acendimento dos motores.

Hoje é uma temível sexta-feira 13 para os que ignoram que só é este dia para algumas pessoas, as dos países que adoptaram o calendário gregoriano e supersticiosamente temerárias. Aqui bem perto não é 13 nem sexta-feira e haverá tanta sorte e azar como em qualquer outro dia.

publicado por coisas minhas às 07:00
link do post | comentar | favorito

[ quem sou

[ pesquisar

 

[ Julho 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

[ links