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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Irra que é BURRA!!!

Já irrita esta pancada do futebol e da selecção em que tudo e mais alguma coisa é relacionado com o futebol. Acabo de ouvir numa rádio que costumo ouvir um disparate idiota, parvo e sei lá que mais. A pivot que está a intervalar as músicas com comentários de circunstância vai dizendo coisas mais ou menos banais e fúteis, como convém a esta rádio, apenas para ninguém dizer que não está lá ninguém, que é só uma máquina a passar música.

Há pouco, anunciando que ia pasar o 'Woman' do John Lennon, a senhora resolveu dedicar a música à selecção de futebol porque "É feminino logo dedico à selecção de futebol". É mesmo a conclusão mais lógica: é feminino, é selecção de futebol. Nem podia ser outra, não podia ser a de andebol ou de hóquei, tão pouco a de Boccia, na qual Portugal tem mais medalhas que qualquer outro país.

Mas isso não interessa, pois não? E se é feminino só podia ser a selecção. Não podia ser a 'nuvem', a 'andorinha', a 'poluição ou a Torre de Belém. Este salto lógico ou está muito à frente ou é coisa de gente burra. Tendo mais para a segunda hipótese.

publicado por coisas minhas às 13:19
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

A festa das bestas

Gosto de futebol enquanto espectáculo desportivo. Quando passa disso, passo a detestar.

O que aconteceu com as claques que foram acompanhar o Benfica ao Porto já aconteceu antes com outras claques noutros locais, e vai voltar a acontecer. Vão em autênticas manadas, guiadas por polícias, quais cowboys urbanos. Insultam porque foram insultados.

Há sempre alguém que começa apenas porque tem de começar. Há no meio da grande manada umas bestas que dias ou semanas antes já vão pensando no que vão dizer e fazer. Outros nem dizem nada, bastam alguns gestos primários. Há ainda os subtis, quiçá mais evoluídos ou mais tímidos, que insultam pelo que usam. Um cachecol acenado no ar a chamar expressamente "filho da puta" a quem é do outro clube, seja ele qual for, não é coisa de gente, é de besta que não sabe distinguir e diferenciar alguns no meio de muitos, e por isso também não deve ser diferenciado dentro da manada onde está e deve ser tratado como besta que é. Como nunca ninguém percebe onde isto começa e como, a escalada de insultos e agressões sobe e só pára à lei do bastão. Porrada contra porrada.

Mas há mais. Há outras bestas mais reles, que se escondem e apedrejam os transportes de quem aí vem. Desta vez foi o autocarro do Benfica que foi apedrejado na autoestrada, mas amanhã é o do Porto ou do Sporting ou de qualquer outro. Estas bestas reles nem sequer dão a cara, escondendo-se nos arbustos ou nos placards da autoestrada, e estão cobardemente confortáveis porque sabem que nenhuma das potenciais vítimas pode exacta e objectivamente identificar onde aconteceu, muito menos quem foi.

E há bestas e bestas. Algumas podem ser já chamadas de animais, ainda que com condescendência. Não são só os que vão ao estádio ver o jogo. Também os que assistem se insultam, ainda que mais prosaicamente. Odeia-se quem é do outro clube apenas por o ser, mas não é por isso que se vai dar um enxerto de porrada no cunhado com quem se está a beber as imperiais, por muito que apeteça.

E, por fim, há os senhores da selva, cada um com o seu território, que regularmente vão lançado para o ar comentários primários no conteúdo e na forma sobre os eternos adversários, o que apenas alimenta ainda mais o comportamento das bestas lá na base da cadeia hierárquica da selva. São tão primários e imaturos que não se falam nem se aproximam, nem sequer quando as equipas jogam uma contra a outra no mesmo estádio.

É triste. E toda esta bestiaria é depois divulgada em notícias sem fim, todos os dias, em todos os meios de comunicação. Alguns têm espaços a que chamam "Desportivo" quando devia ser "Diário do Bestiário" porque não falam de outra coisa que não seja a fofoca do futebol.

Talvez um dia isto mude. Talvez um dia as claque possam competir sobre quem tem os cântigos ou faixas mais cómicas. Talvez um dia possam competir para ver quem consegue ser a melhor a receber o visitante com mais cortesia e respeito. Talvez um dia toda a gente possa entrar para o mesmo estádio ao mesmo tempo, seja de que clube for. Talvez um dia saibam aplaudir e elogiar quando a outra equipa marcar um golo contra a sua, e talvez ganhar. Talvez um dia os chefes dos clubes tenham a capacidade cívica de se receberem e cumprimentarem cordialmente. Nesse dia as bestas serão gente, e o futebol será desporto.

publicado por coisas minhas às 17:32
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Neologismo ou implante?

Acabo de ouvir mais um disparate vindo do mundo do futebol. Estava a ouvir na diagonal, assim sem escutar, o noticiário da Antena 1 quando se ouviu o presidente do Sporting a dizer que "o Paulo Bento ficará forever no coração do Sporting".

"Forever"?!? Isto será um neo-logismo, um anglicismo forçado ou um implante definitivo? Que raio! Se existe a palavra em Português, que sentido faz, que utilidade tem, que objectivos se alcançam dizendo-a em Inglês? Será que no mundo do Futebolês só se é compreendido com duas ou três bujardas por frase?

publicado por coisas minhas às 16:11
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Disparate com asas

Tinha ouvido a coisa há dias, mas entre o desinteresse pelo o assunto, e a incredulidade, preferi não fazer nada. Agora veio a notícia do acontecido, e afinal é verdade. Os disparates têm esta qualidade intrínseca de nos fazerem tanto desinteressar como querer falar deles.

 É-me até difícil começar. Em certa medida falta-me o adjectivo, mas na verdade, o que se passa é que não quero ofender e por isso não vou apodar a pessoa com aquilo que ela me parece ser.Sejamos então politicamente correctos. Respirando fundo, vamos rotulá-lo apenas de "alguém".

Há então "alguém" que se vai candidatar (ou já candidatou, não interessa) a presidente do Benfica, e resolveu alugar um avião à TAP para fazer a conferência de imprensa a anunciar as suas pretensões e, mais, as suas intenções logo que seja eleito.

Começa por ser disparatado falar do que se vai fazer como se a eleição estivesse automaticamente garantida. É uma presunção que alguém com verdadeiro espírito democrático e desportivo nunca teria, mas isso é uma raridade na nossa sociedade, e uma aparente impossibilidade neste personagem.

O maior disparate nisto é este novo-riquismo de alugar um avião para fazer o que podia ser feito numa sala, num autocarro, numa carruagem de comboio ou de metropolitano. Se as viagens espaciais fossem tão corriqueiras como são as de avião, teria certamente ir dado uma volta à Lua para se propagandear. Assim, voou mais baixinho.

A viagem foi enorme! Do Porto a Lisboa, ou Lisboa ao Porto, não interessa. Meia hora de avião, fora as outras quatro entre chegar ao aeroporto, check-in, embarque, e etc. Num comboio era mais barato e mais rápido. Numa sala de hotel ou num restaurante ainda mais seria. E num comboio ou num restaurante também podia ter aquela mariquice dos encostos cabeça estampados com o emblema do clube. É piroso que se farta, acho eu, mas ficará bem na fotografia, achará ele.

Qual é a mais-valia de fazer isto num avião? Não sei quanto custa o aluguer do avião, mas há de ser mais caro que uma carruagem de comboio, ou uma sala de um hotel. Se foi mais caro, e se quem pagou isto tem algum juízo, é porque vale a pena o investimento extra. Qualquer pessoa está disposta a pagar mais se tiver também um maior retorno, mensurável de alguma forma, e neste caso escapa-me qual poderá ser a mais- valia de fazer uma conferência de imprensa num voo alugado para o efeito.

Não atingindo eu a necessidade de fazer num avião o que podia ser feito em qualquer sala, concluo para já, e enquanto não tenho mais elementos, que o personagem tem dinheiro para gastar, que é muito diferente de investir, e que está disposto a gastar (em vez de investir) mesmo que isso não traga qualquer retorno. Assim sendo, que credibilidade pode ter uma pessoa assim para gerir uma sociedade como o Benfica?

Três pequenas notas, a terminar:

1) quem pagou a viagem de regresso dos jornalistas? É que se a viagem foi Porto-Lisboa, e eles forem de Lisboa, tiveram de ir ao Porto apanhar o avião, e os que são do Porto tiveram de regressar de Lisboa. Será que o personagem também pagou o regresso aquela quinzena de convidados?

2) talvez a comunicação social tenha truncado o discurso, o tenha manipulado com boas ou más intenções, mas a única coisa de que ouvi este personagem a falar foi de futebol. Que despedia já o treinador, e que a equipa ia ser isto, e fazer aquilo, e conquistar aqueloutro. Pensava eu que no Benfica havia mais modalidades, mas afinal não, só há futebol. O resto, o pessoal do andebol, do judo, da natação e outros passatempos assim, são uns desgraçados que correm e pulam na paisagem.

3) não sou do Benfica, nem sócio de qualquer clube, e interessa-me menos quem lá manda do que as preferências alimentares das estrelas do mar.

publicado por coisas minhas às 22:08
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Os nossos milhões

Parece estar a ser polémica a verba que o Real de Madrid pagou pelo Cristiano Ronaldo.

O Real de Madrid não pagou os milhões de que se fala, certamente. Irá pagar com as verbas que vai receber.

E que verbas são essas?As dos patrocinadores.

E quem paga os patrocinadores? Nós: os que ao domingo vamos de automóvel (marca x, que patrocina o Real)de fato de treino (da marca que patrocina o Real),comprar um jogo para a consola do miúdo (da consola que patrocina o Real). Como é de manhã vai-se ao hiper e compram-se umas cervejas (daquela marca que patrocina o Real) para bebericar enquanto se vê o jogo logo à tarde (no canal pago que transmite os jogos em exclusivo) naquele LCD enorme (da marca que patrocina o Real). Aproveitamos e telefonamos (com o telemóvel da marca que patrocina o Real) para convidar o amigo a ver o jogo e partilhar a cerveja. Já agora leva-se uns refrigerantes (daquela marca que o jogador X fez um anúncio espectacular) para quem não gosta de cerveja. Ah, tenho de levar também lâminas da barba (daquelas em que aparece o jogador y no anúncio). E na caixa paga-se tudo com o cartão multibanco (do banco que patrocina o Real) ou com o cartão de crédito (da marca que patrocina os clubes todos).

E assim somos felizes, porque a vida vai indo. Que interessa se todo este dinheiro serve para pagar 520 milhões de refeições escolares, ou alimentar quase 9 milhões de etíopes se isso não rende dinheiro depois? Quando a supressão da fome render dinheiro ela será atingida.
A história é antiga, a Economia já a ensina há muito. O dinheiro não se multiplica, apenas circula. A questão aqui é que é cada vez mais a circular, porque consumimos cada vez mais. Nós, os que pagamos o Ronaldo e o BCP e o BPN e o TGV e tudo isso.

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

como ser pequeno

No final do mês passado a Naide Gomes obteve a melhor marca mundial do ano. Fez prova de que é, no momento, a melhor do mundo. No noticiário da TV a notícia durou alguns segundos apenas, e a única imagem era uma foto dela em fundo, nada de imagens do salto, ou sequer imagens de arquivo, só a foto.

No mesmo dia o jogador de futebol Petit foi para o estrangeiro, para outro clube. Teve direito a reportagem televisiva, e a muito mais tempo de antena. Não é o melhor do mundo, talvez venha a ser - seria bom - mas não é, não fez nenhum golo especial, nenhum jogo extraordinário naquele momento ou por aqueles dias, apenas se foi embora, mudou de clube, de país, procurando outra vida. Fez bem, mas nada que justifique a entrevista no aeroporto, acho eu.

É impressão minha ou ele teve aquele tempo de antena todo só por ser futebolista? É nestas coisas que somos pequenos. O bom, o melhor do mundo só o é para esta comunicação social quando é futebol.

publicado por coisas minhas às 22:18
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Nacionalismo bacoco

Hoje, dia 19 de Junho de 2008, vai ser dito que Portugal joga com a Alemanha. Um pouco por preciosismo, mas sobretudo por teimosia, entendo dever dizer que a selecção de futebol portuguesa joga amanhã com a selecção de futebol alemã. Dá mais trabalho, é certo, mas é o correcto.

Hoje, dia 19 de Junho de 2008, vai ser todo o dia a mesma notícia, em todas as rádios, nas TVs, nos jornais. E fora dos noticiários vão andar os pivots dos programas a dizer disparatada e saloiamente os mesmos disparates, de apoiar a selecção, com piadinhas, cachecóis (indispensáveis em Junho…), bandeirinhas, para não falar das constantes intervenções em directo da Suíça, ou da Áustria, para mostrar o momento exacto em que nada acontece.

Tomara que isto acabe. Não desejo que a selecção perca. Não posso deixar de desejar que chegue o mais longe possível, mesmo a ser campeã. No pior dos cenários há que aturar esta palhaçada até ao fim do mês.

Já não posso com tanta palhaçada de suposto "apoio nacional". Esta fantochada das bandeirinhas nas varandas, nos carros, nos chinelos, nas t-shirts, nos biquinis, nos anúncios de cervejas, viagens, hipermercados e sem lá do quê mais, mas depois acaba depressa. É um nacionalismo bacoco porque a maioria do pessoal que alinha neste folclore não apoia realmente Portugal, apoia os jogadores de futebol da selecção de Portugal. Porque quando o campeonato europeu acabar eles vão arrumar as bandeirinhas, e os chinelos, e as t-shirts, e os biquinis, e a bandeira vai deixar de servir para vender qualquer coisa. Quero apostar que em Agosto, quando começarem os Jogos Olímpicos serão poucos os que andarão de bandeirinha a apoiar os atletas portugueses que forem a Pequim. Eventualmente talvez se alegrem por algum conseguir ganhar alguma coisa.

Por fim, se a selecção de futebol portuguesa perder o jogo de amanhã, e consequentemente ficar eliminada – o que não desejo, repito-o – tenho muita curiosidade para saber como os media irão fazer as suas manchetes. Talvez eu venha a ter algo com que comparar com o que escrevi a propósito do 4º lugar da Naide Gomes

publicado por coisas minhas às 00:26
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Domingo, 18 de Maio de 2008

Gasolina mais barata

A Galp é patrocinadora da selecção. Da de futebol (claro!) pois não há outro desporto neste país.

A Galp publicita-se. Investe, creio eu, para convencer os potencia aquisidores de gasolina que a da Galp é melhor que as outras. Por oposição, poder-se-á inferir que se não se publicitar terá menos consumidores do seu produto.

Sendo a gasolina um bem quase de primeira necessidade, que será sempre adquirido,embora tendencialmente com uma menor procura, quase independentemente do aumento do seu preço, não será por fazer menos publicidade que venderá muito menos gasolina.

A Galp parece gastar muito dinheiro com este patrocínio. É dinheiro que se reflectirá no seu Relatório de Contas anual.O dinheiro que a Galp ganha com o aumento dos combustíveis, também virá naquele relatório. No fim é tudo uma questão de créditos e débitos, de entradas e saídas, do deve e do haver.

Resumindo: se a Galp não patrocinasse a selecção não poderia vender os combustíveis mais baratos?

publicado por coisas minhas às 21:25
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

O que é um 'destaque', afinal?

O noticiário da RTP à segunda-feira de manhã continua mais que previsível. A não ser que haja alguma grande desgraça a notícia de abertura é o futebol. Nada mais importa. Que isto era assim já o sabia. E é verdade que só vejo porque quero. Vejo porque me interessa a meteorologia e o estado do trânsito, nada mais.

Como não costumo estar para gramar futebol, muito menos as milhares de notícias daí derivadas, mudei para a SIC. Estavam a dar outra coisa, mas às tantas também começaram a falar de futebol. Voltei à RTP.

Hoje, naquele notíciário, estive atento a outra coisa que me vinha chamando a atenção há dias. A forma como o pivot faz a revista de imprensa é interessante. Ou o defeito é meu, ou aquilo a que ele chama ‘destaques’ não o são. Hoje, depois de ter aberto o noticiário com resultados de futebol de ontem, ia lendo o que eram, para ele, os destaques da imprensa, e foi mais ou menos assim (cliquem nas imagens para ver uma versão maior):
Diário de Notícias, a vitória do Sporting...”.

Para mim o destaque seria a manchete “Transplantes avançam mesmo sem seguros”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Jornal de Notícias o mesmo destaque...”.

 

Eu escolheria “Esmeralda sem apoio pedopsiquiátrico", que foi referido depois do resultado futebolístico.

 

 

 

 

 

No Correio da Manhã ‘frangos de Halton’...”, enquanto eu vejo como destaque “Justiça demora 9 anos a julgar pedófilo”.

 

 

 

 

 Sobretudo no caso do Correio da Manhã, parece-me que o tipo de letra em que o título maior é impresso (já não me atrevo a chamar-lhe título principal...), tem uma forma e dimensão que transmitem mais depressa a mensagem do que a fotografia do futebol, por muitos milhares de palavras que esta valha.

Parece-me, e posso estar errado, que aquele pivot, e/ou quem alinha as notcias e sobretudo quem manda na informação, tem um olhar viciado sobre as notícias. O que é futebol é prioritário, mesmo que seja coisa menor.

publicado por coisas minhas às 23:19
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

O fútil em directo

Razão tinha o Santana Lopes quando há umas semanas numa entrevista na SIC se passou dos carretos por ter sido interrompido apenas para que se pudesse mostrar a chegada do Mourinho ao aeroporto. Não era propriamente o regresso de um náufrago, de um exilado ou expatriado, mas ainda assim alguém – ou vários alguéns – achou mais importante o imediatismo das imagens da chegada do que sustentar o acompanhamento do raciocínio que Santana Lopes estava a expor, fosse qual fosse a discussão.

Hoje, no noticiário da SIC, o alinhamento previsível das notícias foi visivelmente alterado para dar em directo a partida dos jogadores da selecção, de um hotel para outro. Ninguém morreu, ninguém nasceu, ninguém bateu, ninguém discursou, ninguém fez nada, ninguém disse nada. Apenas se via um autocarro com os porões de carga à vista, sacos lá dentro, pessoas dentro de um autocarro, e um jornalista a enriquecer de futilidades as já por si fúteis imagens.

Continuo a achar que vivemos num planeta-futebol. Seja o que for de futebol tem uma importância desmedida face a tudo o mais.

E o triste é que o problema não é da SIC. A atitude da SIC é um reflexo do contexto. A RTP faz o mesmo – a TVI não sei porque me esforço por não ver… - a TSF, Antena 1, RR têm pseudo-programas de desporto em que sistematicamente falam exclusivamente de futebol, os jornais dão múltiplas páginas ao futebol.

O resto? Os outros desportos? Vêm depois, em rodapé, nas páginas ímpares, no final dos blocos noticiários, ou como simples fait-divers.

publicado por coisas minhas às 22:51
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