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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

Fabrico próprio

Passei por um talho cujo toldo diz, a seguir ao nome, "Fabrico próprio".

Estranhei. Numa pastelaria consigo inferir o que será o fabrico próprio, quererá dizer que os bolos que ali vendem são ali feitos. E num talho? O que fabricarão eles?!? Eu não sou da geração que acha que o leite e os ovos vêm do supermercado. Mas um talho com fabrico próprio quer dizer que o bife já não vem da vaca?!? Que a entremeada é produzida lá atrás? E as miudezas, de onde vêm? E as salsichas, como as fazem?!?

Paremos por aqui.

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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Parvoeiras na rádio 80

Adoro rádio. Desde que tenho lembrança de alguma coisa que me lembro de ter um rádio sempre a dar música ou notícias. Passo sem televisão, mas sinto-me mal sem rádio.

Por ser um mal menor, ou o menor dos males, já não sei, agora oiço a M80. Não pelas notícias, porque aí não há nada como a TSF que oiço religiosamente de manhã, ao almoço, e ao fim do dia, e até ao fim-de-semana, mas pela música que é equilibrada. Podia ser muito melhor, mas é quanto baste, só para estar a tocar, a fazer ruído de fundo (o "background noise" que os Queen cantam em Radio Gaga), e esconder o zumbido dos computadores, impressoras e ares condicionados. Propagandeiam que dão os êxitos todos mas de vez em quando passam uma ou outra lamecha ou piroseira de cujo suposto êxito não tenho qualquer memória. E a minha memória músical é boa.

Oiço a M80 mas há ali coisas que me chateiam. Ainda não o suficiente para deixar de ouvir, mas o bastante para me chatear e de vez em quando os mandar às urtigas mudando de frequência. Primeiro é o "É já a seguir...". Como se não bastasse preocuparem-se em noticiar futilidades como quem ganhou a corrida de saltos altos na Nova Zelandia, ou que uma senhora qualquer na Alemanha grelhou o periquito (esta inventei eu, mas a qualidade é deste nível), fazem ainda questão de abordar o assunto e dizer que dizem já a seguir, como que a criar suspense. Não sei a quem conseguirão manter tão grande suspense com a parvoeira, talvez com gente parva, mas desde que tocam no assunto até falarem dele passa muito tempo. Passam anúncios, mais músicas, mais anúncios e só então dão a notícia. É algo que parece ser practica comum no grupo Media Capital, o mesmo da TVI. Ali também as coisas são já a seguir, anunciam-nas n vezes para só as dar muito depois.

Depois é os anuncios da própria rádio. Quando anunciam um evento, ou por vezes passam só um jingle, têm a mania de pôr partes das frases em diferentes sons. Uma frase com um som normal de voz e logo a seguir a mesma voz mas com o som como se estivesse ao telefone. Dá ideia que o sonoplasta tem a mania que é artista e afinal é piroso.

Sendo do grupo Media Capital dá muuuuitos anuncios do grupo. Os mais irritantes são os da Lux. Como se não bastasse ser uma publicação fútil que não acrescenta nada ao conhecimento de ninguém, nem nada faz para desenvolver sejam o que for, ainda por cima faz gala em anunciar a coscuvilhice como se fosse literatura indispensável. Eu já não quero saber como está Fulano ou Sicrano depois do seu divórcio, eu nem sabia que se tinha divorciado e, na maior parte dos casos, nem sei quem é o tipo ou tipa, mas os anuncios vêm continuamente massacrando o ouvido a espalhar a notícia.

Por fim, as piadas e o ambiente do programa matinal. Há dois locutores, homem e senhora, que vão dizendo umas coisas forçando as piadas em coisas que não têm piada nenhuma. Agora têm uma guerrinha em que dizem que a conderação do Norte está a atacar, e o jingle é acompanhado com música típica da guerra civil norte americada. Pelo estilo, quase de certeza que não sabem o que é uma confederação, muito menos porque houve uma confederação nos EUA ou porque houve guerra civil. Com tantas guerras civis que em nove séculos houve em Portugal, se fizessem referência a alguma delas sempre ensinavam alguma coisa a quem ouvisse. Assim é inútil.

Para além da guerrinha, a dupla de locutores vai trocando comentários sem piadas nenhumas, sendo que os da senhora são sempre obviamente forçadamente mais parvos. Parece fazer sempre o papel de loura burra. poderá ter piada para gente bronca, para mim não tem.

A M80 tolera-se, mas a certa altura chateia e por isso costumo mudar de frequência.

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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Ruideira terapêutica

Segundo um notícia hoje divulgada, há por aí um novo fenómeno a que os media chamam de e-drugs. São As sessões de 15 a 30 minutos de sons que podem ser descarregadas da internet a preços que oscilam entre os sete e os 150 euros, segundo ouvi na TSF e li no JN. A notícia do JN cita algumas experiências:
"Senti chamas nos meus braços", "O meu coração batia muito forte e tremi como um louco", "vontade de ser muitas coisas" depois da experiência, e até um que dia "Tinha mais sensibilidade nas extremidades e, de repente, tive uma erecção".

Desconheço o mecanismo despoletado por estes sons nos organismos destes consumidores. A notícia fala em batidas binárias, um fenómeno neurológico que consiste em emitir sons diferentes em cada ouvido e que estimula o cérebro.

Eu conheço muitas músicas de que gosto e que me relaxam ou excitam, mas ainda não cheguei ao transe. Acho que nunca levitei nem tive visões de coisa alguma. Espírito fraco, talvez.

Mas, por outro lado, há sons que me chateiam, muito! Há dias na FNAC estava um cromo numa demonstração de disc jockey, mesmo ao lado da secção de literatura infantil. E aquele Tsbach-Tsbum-Tsbach-Tsbum-Tsbach-Tsbum-Tsbach-Tsbum, En en en, En en en, En en en, En en en,, Uíínyouuu, e coisas assim dá cabo do juízo. Aposto que aquele som - que não é música, porque lhe falta a necessária conjugação harmoniosa de sons -mata meia dúzia de neurónios com cada batida. Deve ser por isso que o pessoal que conheço que curte esse tipo de ruideira, e frequenta os espaços em que é divulgada, é assim um pouco para o curto de ideias.

Outro som que chateia foi um que percebi hoje o que era. Já há dias aquilo me tinha incomodado. Havia qualquer coisa indefinida que me estava a chatear e eu não estava a perceber porquê. Hoje, com os ouvidos mais atentos, deslindei a coisa. O estabelecimento tinha o televisor sintonizado na TVI (o que desde logo me indispõe logo pela manhã, mas adiante). E no noticiário estava a locutora a falar e ao mesmo tempo, e com quase o mesmo nível de som, vinha um som muito batido, repetitivo e agressivo. É daqueles sons que procuram fingir que estamos numa redação super aterefada, com muito stress e com os velhinhos telefax a debitar palavras. Ora a locutora estava a ler os cabeçalhos das notícias, a ruideira de acompanhamento não era preciso para nada. Ou talvez fosse só para chatear, e para perder audiência. Se assim for, a ruideira até pode ser terapêutica. Não ver a TVI pode ser uma opção por uma maior sanidade mental. Acho eu.

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

To binocle

Sei Inglês quase como se fosse uma segunda língua. Vejo um noticiário da BBC, sky News Al Jazeera (em Inglês...) ou CNN, apesar do sotaque, tal como se visse a RTP ou a SIC.

Mas digo 'quase' porque, há palavras e expressões idiomáticas que não atinjo. Esta que encontrei, numa piscina pública, ao ar livre, em Portugal, é uma delas:

Que raio de verbo será este: to binocle?...

 

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

a diferença está na camisa?

O Joaquín Cortés veio dar um espectáculo a Lisboa. As imagens promocionais, em Lisboa como noutros lados, incluindo a Internet, mostram-no a dançar em tronco nu, cabelos longos desgrenhados sobre os ombros. E é assim também que actua.
Já há tempos me tinha ocorrido isto: quão diferente seria a assistência ao espectáculo se ele não aparecesse em tronco nu? Iriam as mesmas pessoas? Iria a mesma quantidade de pessoas mas o tipo de assistência seria outro? Iriam menos pessoas? Iriam mais?
Imaginem que ele se apresentava todo vestido, qual seria a interpretação? Ou todo despido? Bem, esta última opção não é totalmente viável porque há cá algures legislação que proíbe este tipo de figuras em imagens promocionais, mas podemos imaginar a cena a título argumentativo.
O que acho, e vale o que vale, é que o facto de se apresentar, tanto na promoção como no espectáculo, em tronco nu, ajuda a promover o espectáculo. O normal – não necessariamente o correcto ou justo – é as pessoas apresentarem-se vestidas em conformidade com a acção. Na praia com pouca roupa, num casamento com algo mais. Os bailarinos de ballet clássico em collants, um atleta de halterofilismo com aquela espécie de maillot, um maratonista de calções curtos e camisola de alças. No tipo de dança do Joaquín Cortés, o flamenco, é indiferente usar ou não camisa pois não interfere com os pés. Assim, o não usar a camisa ou outra coisa qualquer, é uma atitude, uma afirmação ou, como creio, um argumento de marketing, tal como o bigode fino tipo-zorro e a barba quase desenhada.
A terminar, e antes que me rotulem de várias coisas que acho que não sou, faço notar que:

a) não gosto de sapateado, logo não gosto deste flamenco;

b) não aprecio gajos suados (ou não) em tronco nu (ou não);

c) não defendo códigos rígidos de vestuário.

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