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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Se a Natália cá estivesse...

Há anos atrás, salvo erro quando da primeira discussão da lei da interrupção voluntária da gravidez, um deputado de um partido de direita terá defendido que a actividade sexual tem como único fim a procriação.

A poetisa Natália Correia fez a partir dessa observação, do que dela se infere e do que se conhecia do deputado em questão, um poema que ficou para  a história pela sua ironia. Dizia algo como "se a função faz o membro", e se o dito deputado apenas havia tido dois descendentes, então estava castrado o deputado.

Passados estes anos vem a senhora Manuela Ferreia Leite, que é líder de um partido com grande representação parlamentar e social e que, por isso, tem fundamentadas perspectivas de vir a conduzir o país no cargo de primeiro-ministro, vem ela a defender que o fim do casamento é a procriação. Não interessa se há condições para criar, para educar, para formar novos cidadãos. Desde que haja condições para procriar então deve-se procriar.

Ficam de fora deste vaticínio as uniões de facto, pois se são equiparadas a casamento tal não as torna asolutamente iguais. Podem os equiparados a conjuges ter à vontade outros objectivos que não a procriação nas suas actividades conjuntas...

Não há nem haverá outra Natália Correia, mas não haverá por aí alguém que esboce um soneto, uma quadra, ou uma simples laracha para esta senhora?

Menos uma razão para votar no PSD, acho eu.

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publicado por coisas minhas às 23:18
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007

Informação é poder

Segundo uma notícia da BBC do dia 15/08 uma ferramenta informática da Wikipédia, o Wikipedia Scanner, consegue identificar o endereço de quem editou a página daquele artigo pela última vez. A Wikipédia é uma enciclopédia on-line que qualquer um pode editar, pelo que se presta a estes abusos, mas esta ferramenta permite identificações curiosas.
Leio nesse artigo que a partir de um computador…
...da CIA foi introduzido um “Wahhhhhh” imediatamente antes do perfil do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
...do Partido Democrático americano mudaram o perfil de uma figura do partido rival apelidando-o de idiotic," a "racist", and a "bigot".
...do Vaticano foi removido conteúdo de uma página a propósito de Gerry Adams, católico e líder do Sinn Fein (notícia desenvolvida dois dias depois).
...de uma empresa que comercializa máquinas de votar nos EUA foram removidos parágrafos em que era dito que o presidente dessa empresa fora um dos maiores angariadores de fundos para a eleição de George Bush.
Por cá logo alguém se entreteve a descobrir que a biografia do nosso primeiro ministro também foi editada e disso logo fez notícia.

Ironicamente, nesse dia, ou num dia muito próximo, a citação do dia da Wikipédia era: The printing press is the greatest weapon in the armoury of the modern commander, de T. E. Lawrence.

publicado por coisas minhas às 23:14
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

o maior

Já se esperava este resultado. A eleição de Salazar como ‘o maior português de sempre’ era esperada desde o início. A sua exclusão inicial – um acto anti-democrático que tão bem encaixa no vencedor – foi o primeiro erro de uma eleição sem sentido que muito ajudou ao resultado final.
É irónico notar que, salvo erro, esta é a única eleição que Salazar ganha por processos democráticos e em Democracia. Votou quem quiz, sem constrangimentos de idade, sexo, crenças, económicos, políticos ou quaisquer outros. Para os seus seguidores talvez seja a centelha que faltava às brasas de reabilitação que vão aquecendo.
Ainda que faça sentido o argumento de que o programa Grandes Portugueses seja apenas de entretenimento, toda a ideia subjacente é, para mim, absurda. Será Camões maior que D. João II? Será Álvaro Cunhal menor que Florbela Espanca? Será António Pinho Vargas melhor que José Cardoso Pires? E entre Alfredo Marceneiro e Manuel de Arriaga quem escolheriam? Por mim eterniza-se a dúvida da preferência entre Bartolomeu de Gusmão ou o Padre António Vieira, entre Almada Negreiros e Cargaleiro bem como entre o Bandarra e Gil Vicente. Adoro a obra de Cutileiro tanto como os sonetos de Camões. Escolher qualquer português ou portuguesa como o maior de todos não faz sentido. Há comparações que, mesmo para passar o tempo, são impossíveis. Aqui grande português só a aplicação do ditado “misturar alhos com bugalhos”.
No entanto é curioso notar que a eleição tenha sido a do maior português. Não foi a do melhor, do pior, do mais bonito, do mais cruel, do mais irónico, do mais artista, do mais liberal, do mais qualquer coisa, simplesmente e apenas do ‘maior’ e daqui salta a dúvida: o que é ser ‘o maior’?
Se calhar, e no fim de contas, Salazar até foi um grande homem porque conseguiu fazer o que fez durante tanto tempo e com tanto controlo. Um homem pequeno não o faria. Sendo português foi, consequentemente, um grande português. Outros houve que também foram grandes homens pelo muito que conseguiram fazer. Hitler, Mussolini, Estaline, Pol Pot e outros que ainda por cá andam, fizeram grandes coisas pelo que, num concurso destes, seriam o maior alemão, italiano, russo e cambodjano. Fará isto deles os maiores da sua terra? Grandes coisas foram feitas, mas em todos estes casos, Salazar incluído, foi maior o prejuízo que os ganhos.
Com exemplos e comparações destas, então se calhar Salazar até foi um grande português mas felizmente não tão grande quanto aqueles, e ainda bem para nós. A sua dimensão, que não graças a ele pode hoje ser livremente idolatrada, deve ser medida tanto pelo que fez como pelo que não fez. Não me assusta, porque não surpreende, que o tenham eleito como o maior português. O que me assusta é o espectro de ignorância que parece alimentar a motivação de o eleger…

publicado por coisas minhas às 22:56
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