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Sábado, 21 de Abril de 2007

'O meu tio'

Ouvi na rubrica de cinema da TSF que está em exibição, em cópia nova, ‘O Meu Tio’, um filme de 1958 de Jacques Tati. Serve o mote para aqui inaugurar uma linha de textos dedicados aos meus filmes favoritos. Não me ocorrera começar com este, não é o meu filme dos filmes, mas serve para resolver a até aqui insanável dúvida, que atrasou esta inauguração, sobre qual filme escolher para começar entre tantos de que gosto e tão diferentes entre si.
‘O Meu Tio’ é um filme formidável. De um lado os novos ricos nas suas vidas hipermodernas (a acção desenrola-de nos anos 50) rodeadas de automatismos úteis apenas para sublinhar a futilidade da sua forma de vida. Do outro lado os velhos e os não ricos que lutam a sua vida numa velha aldeia, rústica, plurifacetada, tradicional e onde todos se conhecem e se falam. O ‘sobrinho’ do filme é filho de um casal rico, bem na vida, ela é doméstica e vai recebendo as amigas para chá. Ele tem um emprego numa grande empresa e vivem a sua vida estrita e absolutamente dentro dos hábitos, horários e espaços socialmente definidos. O ‘tio’, interpretado pelo próprio Jacques Tati, é irmão da mãe e vive na aldeia.
O ‘sobrinho’ adora o tio pela oportunidade de escape que este lhe proporciona, escape da casa, dos hábitos rígidos, dos horários, das cortesias. Naturalmente é a antítese de tudo o que os pais do miúdo entendem por correcto. Toleram-no apenas ao abrigo das obrigações decorrentes dos laços consanguíneos e o ‘pai’ até faz o frete de tentar arranjar um emprego ao cunhado na sua empresa super moderna e super automatizada.
O ‘tio’ deste filme é como os verdadeiros tios, aquela figura híbrida a meio caminho entre um pai atencioso e educador e um irmão mais velho, protector e brincalhão e que abre sempre novos mundos ao sobrinho. Eu tive a sorte de ter tios assim e devo-lhes muito mais do que alguma vez poderei pagar. Devo-lhes, ainda que não exclusivamente, o gosto pelo cinema, pela fotografia e pela música. Também por isso, mas não só, gosto muito deste filme.

publicado por coisas minhas às 23:08
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