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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Santa?

Eu avisei quando aqui publiquei o propósito deste blog que talvez a alguém desagradariam os meus escritos. Ás vezes não dizemos para não ferir e começamos com as pequenas hipocrisias, inevitavelmente, e já todos o fizemos. Fazer sempre é demais. Esta semana em particular quero saltar das pauta rigida da música da época, e tocar como quiser.

Quem me conhece prepare os ouvidos, que o baile aqui vai ser outro.

Não gosto desta semana. Começa logo pelo epíteto de 'santa'. Não lhe encontro qualquer santidade para além da benfeitoria de o fim-de-semana começar quinta à noite. Mas há muitos que a têm por santa, não porque que o achem mesmo mas porque sempre lhes foram inculcando que é santa. É e é, pronto! Há uma minoria que estuda o assunto, há séculos, e acreditam, com todo o direito e com a sua fundamentação, nesta santidade - está no seu direito - mas a maioria dos demais vai por arrasto.

A semana é 'santa' porque culmina com a celebração de uma morte! "Não!" - dizem já as hordes fundamentalistas desta santidade (sim, 'fundamentalistas', também as há aqui, não é preciso ir ao Médio Oriente, nós é que estamos tão habituados a viver ao seu lado que não as temos por tal), "de uma ressurreição!" corrigem logo.

Tenha ou não ocorrido ressurreição, para ocorrer tem que haver uma morte e, quer se queira quer não, ela é celebrada. A ressurreição - se aconteceu - só aconteceu naquela vez. Uma única vez em toda a História registada da Humanidade, o que dá uns largos milhares de anos e um número incomensurável de gente que já viveu e morreu. Em tanta gente, tanto sítio, tantos problemas, tantas ocasiões, com tantas oportunidades só uma única vez aconteceu uma ressureição. Para mim não chega para acreditar. Mais facilmente acredito em OVNI's ou  Yetis já que a quantidade de relatos é superior. Até os relatos dos nossos marinheiros quinhentistas referem mais vezes ocorrências coincidentes de relato para relato.

Admita-se, excepcionalmente e a título de base para esgrimir a argumentação, que houve ressurreição. Então, necessariamente houve morte (há sempre e inevitavelmente, mas esta é uma forma de alimentar ideias que a procuram contornar). O que se celebra é, então, a passagem de uma pessoa para um outro espaço-tempo.

É isto, para mim, o essencial e o que de mais estranho encontro na história da 'santidade' desta semana, e por isso o que mais deploro. Não interessa o que a pessoa em causa fez, não importa o que disse, importa que está morto, depois outra vez vivo, mas já não está aqui. Não fala, não intervém. Já foi, manda quem cá está.

A serem verdade os relatos da sua vida - e nada conheço que fundamentadamente desminta o essencial dos registos existentes - é muito mais impressionante, relevante, e importante para a Humanidade o que ficou feito e foi dito do que ter morrido. Ainda que a ressurreição seja um excepcional privilégio, a morte é democrática: é para todos. Então porquê celebrá-la? Não seria mais correcto celebrar e assim incentivar a estima e preocupação pelo próximo? A igualdade de direitos e oportunidades? Ou isso é menos importante? Se calhar é, não sou teólogo...

publicado por coisas minhas às 23:19
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1 comentário:
De João a 3 de Abril de 2007 às 22:24
Eu não me importava nada que Jesus ressuscitasse. Que fosse ao Vaticano e passeasse pelos corredores daquela multinacional de negócios nem sempre claros chamada "Santa Sé"...Não duvido que haveria de correr a pontapé com Ratzinger & Associates como fez com os vendilhões do templo de Jerusalém.
Boa Páscoa...
E não comas carne na 6ªfeira!!

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