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Domingo, 16 de Janeiro de 2011

Cavaco não interessa mesmo

Cavaco não interessa como pessoa pública. Não se deve julgar pelas aparências, mas só o seu ar ascético apenas aconselha distância. Mas, mais que as aparências, toda a sua atitude, ou ausência dela, revelam uma pessoa distante, seca, áspera, antipática e incomunicável, entre outros adjectivos nada abonatórios para alguém que a todos representa, ou devia representar.

O cavaquismo não foi assim há tanto tempo para que o esqueçamos. Aquela forma de ser tinha um perfeito paralelo, intencional ou casual, não importa, na arrogância política dos governos que chefiou. Foram maus tempos que agora se revivem.

Já aturámos Cavaco durante 5 anos. É grande o risco de termos de o aturar outros tantos, desta vez mais interventivo, ameaça ele com falinhas mansas, e esse é outro problema. Cavaco não comunica, informa. Cavavo não conversa, despeja discurso. Cavaco não comenta, come bolo rei.

A sua última lamentação, disfarçada de ignorância, era que não sabia se a imagem da quantidade de gente que, diz ele, aparece na sua campanha estará a passar para a opinião pública. Foi uma 'boca' de campanha, de discurso de palanque. Mas fora daí não é capaz de falar. Foi interpelado pelos jornalistas para dar mais explicações sobre a sua dúvida acusatória. E se já devia explicações a muita gente sobre muita coisa, agora ainda mais explicações deve aos jornalistas, sobre cuja classe profissional lançou um manto de suspeição. Mas não foi capaz. Cavaco não é capaz de responder a uma pergunta directa e imprevista. Não tem capacidade de discussão expontânea para receber uma pergunta a murro, e responder com outra resposta de murro ou uma resposta que corte completamente as vazas ao interlocutor. Vai falando de outras coisas, disfarçando, fugindo em direcção à protecção do carro que o levará para longe das perguntas. E quem só está bem longe de perguntas não pode ser quem tem de dar respostas. Eu não quero o Cavaco como Presidente da República Portuguesa. Os Portugueses não são assim, ele não os representa.

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publicado por coisas minhas às 22:44
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2 comentários:
De Anónimo a 20 de Janeiro de 2011 às 12:29
Em outros tempos deste país (creio que do mundo), os presidentes eram pessoas inteligentes, cultas, apaixonadas pelo país e pelas causas que defendiam. Esta eleição é tão triste! E vamos ter mais uns anos um presidente tótó, que não sabe falar nem comunicar nem responder, e receio que nem sempre percebe o que se lhe diz...
De Dylan a 19 de Janeiro de 2011 às 15:20
Porque não me esqueço de quem governou o país durante 10 longos penosos anos como primeiro-ministro acentuando as desigualdades sociais, porque não me esqueço das malditas propinas do ensino superior, dos espectáculos degradantes no buzinão da ponte 25 de Abril, da investida sobre os policiais na Praça do Comércio e sobre os vidreiros da Marinha Grande, dos delírios das supostas escutas governamentais a Belém. Não quero voltar ao Cavaquismo, carrancudo e conservador, sorvedouro dos fundos estruturais da CEE, terreno propício às tentações da banca e dos oportunistas. Nem que para isso tenha que votar nesta espécie de "Tiririca" da Madeira, que salta da esquerda para a direita como quem muda de camisa, que ridiculariza a política ridicularizando-se a si mesmo, que denuncia os vícios da sua ilha e a imoralidade em que se transformou a política.

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