coisas que me passam pela cabeça, e outras que vão ficando

[ textos recentes

[ O homem que não existe

[ Sábios conselhos

[ Coisas úteis (?) que se a...

[ We Go ou Nós Vamos?

[ Eusébio no Panteão não. P...

[ Viva la vida loca aos 80!

[ Não tenho dinheiro para u...

[ A senhora engorda e volta...

[ Al Capone era Tuga

[ Carnaval palerma

[ arquivos

[ Março 2016

[ Agosto 2015

[ Junho 2015

[ Março 2015

[ Março 2014

[ Março 2013

[ Fevereiro 2013

[ Julho 2012

[ Maio 2012

[ Outubro 2011

[ Agosto 2011

[ Junho 2011

[ Abril 2011

[ Janeiro 2011

[ Novembro 2010

[ Outubro 2010

[ Setembro 2010

[ Agosto 2010

[ Junho 2010

[ Maio 2010

[ Março 2010

[ Janeiro 2010

[ Dezembro 2009

[ Novembro 2009

[ Outubro 2009

[ Julho 2009

[ Junho 2009

[ Maio 2009

[ Abril 2009

[ Março 2009

[ Fevereiro 2009

[ Janeiro 2009

[ Dezembro 2008

[ Novembro 2008

[ Outubro 2008

[ Setembro 2008

[ Agosto 2008

[ Julho 2008

[ Junho 2008

[ Maio 2008

[ Abril 2008

[ Março 2008

[ Fevereiro 2008

[ Janeiro 2008

[ Dezembro 2007

[ Novembro 2007

[ Outubro 2007

[ Setembro 2007

[ Agosto 2007

[ Julho 2007

[ Junho 2007

[ Maio 2007

[ Abril 2007

[ Março 2007

[ Fevereiro 2007

[ tags

[ todas as tags

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ora toma!!

Hoje o Walkman faz 30 anos. Eu lembro-me de coisas anteriores.

Lembro-me de falar para um gravador de fita dizendo banalidades a um tio que ouviria aquilo semanas depois, algures lá longe na guerra onde ele andava (não sei já qual dos tios foi, que felizmente regressou, mas da fita nunca mais soube nada). O gravador tinha o tamanho de um televisor, e duas grandes bobinas de cada lado que rodavam lentamente.

Lembro-me de algures haver um leitor de cartuchos, algo semelhante à cassete, mas mais espesso e que não entrava completamente dentro do aparelho.

Lembro, e nunca esquecerei, os milhares de horas que ouvi em discos de vinil, de lhes limpar o pó, de limpar a agulha, de colocar gentilmente o braço e ouvir aqueles doces qznh?ks$ch=rtsch%vz (ruído "batata frita") antes de começar a música, e durante também.

Lembro-me do meu primeiro leitor de cassetes, em mono! Lembro-me de nele gravar - em mono! - o album Computer World, dos Kraftwerk, porque tinha uma música de que gostava, e gosto, e que era do genérico de um programa de entrevistas da Margarida Marante que na altura havia no primeiro canal - sim, "primeiro" porque só havia dois... - e de gravar a banda sonora do Blade Runner, feita pelo Vangelis. Em mono...

E depois, durante anos a fio, aquele leitor leu milhares de cassestes com jogos para o Spectrum depois de fazermos o LOAD "".

E lembro-me, e faço notar a quem não sabe, que havia coisas em mono, que se diz "mónó", e não "môno", que é algo de estranho para quem só ouve coisas em estéreo. É quase como explicar o que é televisão a preto e branco e só a partir das sete da tarde a quem vê tv a cores a qualquer hora do dia e vinda de qualquer lado do mundo. Mono é não haver sons diferentes do lado esquerdo e do direito, mas apenas um som absolutamente central.

Voltando às lembranças, lembro-me que ainda toca, e bem, o "tijolo" que recebi em 1986 e que já tocava e gravava em estéreo. Lembro-me que gravei o Live Aid em não sei quantas cassetes que já perdi.

E lembro-me do meu walkman, que era estéreo! Lia cassetes e recebia rádio também e, por isso, uma autência jóia para mim. Nem prata, ouro ou qualquer coisa assim me daria mais prazer do que dali tirei. Ouvia os programas que gostava e as músicas escolhidas e compiladas em cassetes. Lembro-me de ouvir a TSF, ainda como "rádio pirata".

Público noticia hoje o seu 30º aniversário do Walkman e escreve que "Recentemente, a BBC fez com que um adolescente de 13 anos usasse um Walkman em vez do iPod. Foram precisos três dias para que o jovem descobrisse que a cassete tinha dois lados."

Chegará a altura em que eu andarei com o cérebro todo baralhado, e um filho ou neto ou coisa assim me explicará com enorme condescendencia como algo trabalha, pensando para si algo como "este velhadas é mesmo tótó!". Mas para já, para este puto que não percebe que a cassete tem dois lados - HELLO!?!? - sabe bem dizer: Ora toma! Cresce e aparece! Ha ha ha ha ha!!!!!

música: Graceland, Paul Simon
publicado por coisas minhas às 23:04
link do post | comentar | favorito

[ quem sou

[ pesquisar

 

[ Março 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

[ links