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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Disparate com asas

Tinha ouvido a coisa há dias, mas entre o desinteresse pelo o assunto, e a incredulidade, preferi não fazer nada. Agora veio a notícia do acontecido, e afinal é verdade. Os disparates têm esta qualidade intrínseca de nos fazerem tanto desinteressar como querer falar deles.

 É-me até difícil começar. Em certa medida falta-me o adjectivo, mas na verdade, o que se passa é que não quero ofender e por isso não vou apodar a pessoa com aquilo que ela me parece ser.Sejamos então politicamente correctos. Respirando fundo, vamos rotulá-lo apenas de "alguém".

Há então "alguém" que se vai candidatar (ou já candidatou, não interessa) a presidente do Benfica, e resolveu alugar um avião à TAP para fazer a conferência de imprensa a anunciar as suas pretensões e, mais, as suas intenções logo que seja eleito.

Começa por ser disparatado falar do que se vai fazer como se a eleição estivesse automaticamente garantida. É uma presunção que alguém com verdadeiro espírito democrático e desportivo nunca teria, mas isso é uma raridade na nossa sociedade, e uma aparente impossibilidade neste personagem.

O maior disparate nisto é este novo-riquismo de alugar um avião para fazer o que podia ser feito numa sala, num autocarro, numa carruagem de comboio ou de metropolitano. Se as viagens espaciais fossem tão corriqueiras como são as de avião, teria certamente ir dado uma volta à Lua para se propagandear. Assim, voou mais baixinho.

A viagem foi enorme! Do Porto a Lisboa, ou Lisboa ao Porto, não interessa. Meia hora de avião, fora as outras quatro entre chegar ao aeroporto, check-in, embarque, e etc. Num comboio era mais barato e mais rápido. Numa sala de hotel ou num restaurante ainda mais seria. E num comboio ou num restaurante também podia ter aquela mariquice dos encostos cabeça estampados com o emblema do clube. É piroso que se farta, acho eu, mas ficará bem na fotografia, achará ele.

Qual é a mais-valia de fazer isto num avião? Não sei quanto custa o aluguer do avião, mas há de ser mais caro que uma carruagem de comboio, ou uma sala de um hotel. Se foi mais caro, e se quem pagou isto tem algum juízo, é porque vale a pena o investimento extra. Qualquer pessoa está disposta a pagar mais se tiver também um maior retorno, mensurável de alguma forma, e neste caso escapa-me qual poderá ser a mais- valia de fazer uma conferência de imprensa num voo alugado para o efeito.

Não atingindo eu a necessidade de fazer num avião o que podia ser feito em qualquer sala, concluo para já, e enquanto não tenho mais elementos, que o personagem tem dinheiro para gastar, que é muito diferente de investir, e que está disposto a gastar (em vez de investir) mesmo que isso não traga qualquer retorno. Assim sendo, que credibilidade pode ter uma pessoa assim para gerir uma sociedade como o Benfica?

Três pequenas notas, a terminar:

1) quem pagou a viagem de regresso dos jornalistas? É que se a viagem foi Porto-Lisboa, e eles forem de Lisboa, tiveram de ir ao Porto apanhar o avião, e os que são do Porto tiveram de regressar de Lisboa. Será que o personagem também pagou o regresso aquela quinzena de convidados?

2) talvez a comunicação social tenha truncado o discurso, o tenha manipulado com boas ou más intenções, mas a única coisa de que ouvi este personagem a falar foi de futebol. Que despedia já o treinador, e que a equipa ia ser isto, e fazer aquilo, e conquistar aqueloutro. Pensava eu que no Benfica havia mais modalidades, mas afinal não, só há futebol. O resto, o pessoal do andebol, do judo, da natação e outros passatempos assim, são uns desgraçados que correm e pulam na paisagem.

3) não sou do Benfica, nem sócio de qualquer clube, e interessa-me menos quem lá manda do que as preferências alimentares das estrelas do mar.

publicado por coisas minhas às 22:08
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