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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Nunca tinha pensado nisto

Um dos primeiros livros que tive e li foi a história da Constituição, livro pequeno, de umas vinte páginas em banda desenhada, em que num registo típico da literatura imediatamente pós 25 de Abril, eram dadas 'umas luzes' sobre o antes e depois do 25 de Abril, e as diferenças essencias, e perceptíveis para uma criança, entre as Constituições de 1933 e 1974. Mais ou menos pela mesma altura tive um poster da Unicef no meu quarto que enunciava os direitos das crianças.

Assim, desde cedo me habituei a estes princípios e, creio, julgo ter procurado defendê-los, promovê-los e divulgá-los sempre que entendi necessário, útil e oportuno. A liberdade, de acção, de pensar, de cantar ou escrever, sempre entendi como inalienável e um bem supremo. Igualmente, o direito de participar, de protestar e de concordar, de falar ou estar calado está no mesmo nível de importância: o mais alto.

Vem isto a propósito de uma tomada de consciência instantânea que hoje tive. Ouvi algo que me surpreendeu por duas razões: primeiro, porque é óbvio e nem devia ser um acontecimento e, consequentemente, notícia. Segundo porque tendo tido a educação que tive, e julgando que sempre defendi, ainda que por vezes só para mim, a importâcia da participação cívica, nunca me apercebi de quem por uma razão tão injustificada pudesse ficar excluído.

Foi isto tudo motivado pela notícia que ouvi na TSF de que a partir do próximo acto eleitoral haverá boletins de voto em Braille. Assim os invisuais podem saber no cartão quais são os partidos e assinalar a escolha. Podem votar. Podem dizer, por aquela forma, o que querem e, por omissão, o que não querem. Podem exercer o direito que é manifestar pelo seu próprio entendimento e não por terceiros, o que querem e não querem.

Direito óbvio, nem se discute. Mas porquê só agora? Porquê só ao fim de 35 anos de democracia? E pior ainda, que é o que mais me chateia: porque nunca me preocupei antes com isto?

Faz pensar...

Faz pensar na quantidade de coisas que sempre dizemos que só acontecem aos outros. Tivesse eu o azar de andar de cadeiras de rodas e já teria chateado meio mundo por qualquer falta de qualquer rampa em qualquer sítio, ou por qualquer obstáculo em qualquer lado que me impedisse de ir a qualquer lado, ou simplesmente de poder ir mesmo não o querendo. Não sou invisual, felizmente acho eu. Mas também não me lembro de ter alguma vez feito algo de útil para os ajudar a serem tão cidadãos como eu procuro ser. E não acho bem. Mea culpa.

publicado por coisas minhas às 22:52
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