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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Palhaçada pirateada

Li no Diário Digital que a Ordem dos Médicos irá aplicar processos disciplinares a médicos que foram em Novembro de 2006 a um congresso de ginecologia na Malásia e andaram disfarçados de piratas numa ilha a 700 kilómetros de distância.

Uma mente maldosa pensaria de imediato algo como "lá foram os médicos a mais um passeio ao estrangeiro, à conta de uma farmacêutica, e com uma convidativa subdosagem de actividades não clínicas para adoçar a boca". Quase de certeza que não foi o que se passou neste caso. A ilha a 700 kilómetros para a qual tiveram de viajar tinha, obviamente, muito interesse clínico na área da ginecologia, senão nunca lá iriam. E não vejo mal nenhum em que se tenham mascarado de piratas. Muito provavelmente quiseram fazer como aqueles médicos que colocam um nariz de palhaço e andam pelas enfermarias de pediatria a amenizar o dia-a-dia das crianças ali internadas.

É curioso que o artigo do Diário Digital refira que isto na ilha era um programa suplementar que o laboratório de genéricos J. Neves, patrocinador da ida ao congresso, não subsidiou. É estranho então como é que sendo toda a viagem patrocinada por uma entidade - seja ela quem for - conseguem os médicos encontrar forma, tempo e financiamento para proceder a uma viagem (de estudo?...) a uma ilha a 700 kilómetros de distância fazer algo não relaccionado com o congresso. Será que quem organizou a viagem concedeu um ou dois dias livres aos congressistas para fazerem o que quisessem? Terão os médicos pago a viagem à ilha? E, já agora, quem pagou os disfarces? E melhor: quem se lembrou de tal coisa?

Estes médicos que foram à Malásia e se disfarçaram de piratas foram certamente fazer palhaçadas, pirateando sem maldade a ideia de alegrar as crianças enfermas. É uma palhaçada pirateada. A dúvida é que sendo a sua especialidade a ginecologia, não vejo que crianças podiam eles ir estudar do ponto de vista clínico e no âmbito da sua visita de estudo à Malásia, a 700kilómtros de distância do congresso.

Alimenta-se assim a dúvida de que, afinal, o objectivo deste desvio ao programa do congresso terá sido outro. Salvaguardando o princípio da presunção da inocência, esperemos por um veredito da Ordem.

O artigo do Diário Digital está em http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=387926.

publicado por coisas minhas às 16:52
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