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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

O cão do obama

Pensei a começar a escrever isto com "Ontem foi notícia..." mas, de repente, parei. Foi "notícia" ou foi "noticiado"? A dúvida semântica faz mais sentido na minha reticência do que por si só. É notícia o que é noticiado e o que é noticiado é notícia, dizem os diccionários. Mas fica-me a dúvida sobre se o que foi noticiado tem importância só por si, ou se ganhou importância porque foi noticiado. Tendo mais para esta última possibilidade.

 A "notícia" (que a custo me custa assim rotular...) foi a escolha de qual cão adquirir pelo próximo presidente dos Estados Unidos da América. Como tende - dizem! - para escolher um Cão de Água Português incharam-se por aí alguns orgulhos bacocos.

Se estivessemos naquilo a que os jornalistas chamam silly season, o Verão em que quase é preciso inventar notícias, compreendia que uma notícia vazia como esta fosse divulgada. Mas no estado que estamos todos, o país e as suas regiões, a Europa e o Mundo, este tempo gasto a noticiar dúvida sobre para que lado penderá a preferência pela raça do cão não será demais? A isenção e imparcialidade, que supostamente devem orientar a práctica jornalista, não deveriam obrigar a noticiar todas as outras dúvidas e preferências de raças de cães? Considerando o potencial mercado de cães, e já não alargo a extrapolação para todos os outros animais domésticos mais comuns, não há já espaço para um programa de televisão sobre o assunto em horário nobre? Quantas pessoas estarão a pensar ter cães? Que raças preferem? O que comem eles? Que doenças têm? Que cuidados a ter? Podia haver convidados permanentes do programa para comentarem e esclarecerem as dúvidas dos espectadores: "Tenho uma casa numa zona seca e quente, que cão compro?"; "tenho crianças pequenas, qual é o cão ideal para a idade delas?". O mercado potencial para tal programa é imenso. Só em tratadores de cães, veterinários, lojas de animais, empresas de rações, há mercado suficiente para garantir a publicidade e sustentar o programa. Isto, claro, se merecer a pena noticiar que alguém está a pensar comprar um cão e está ainda na dúvida sobre qual a raça ideal. Senão mais vale não noticiar.

Como não acredito que haja bom senso em quem recebeu a notícia e em quem a elegeu para ser noticiada, quase me apetece apostar um osso em como ainda hão-de noticiar o nome escolhido para o bicho.

publicado por coisas minhas às 15:30
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