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Domingo, 15 de Junho de 2008

Feira do livro

Num instante pontual de devaneio senti uma pequena mágoa. Se lhe desse sabor seria agridoce. Lembrei-me que hoje é o último dia da Feira do Livro. Aquilo que, há uns anos, era um ritual anual imperdível, vinha sendo algo praticamente impossível de seguir.

Este ano, porém, acabou por ser possível. A mágoa é pequena porque fui lá, e por isso também é doce. Só não é melhor porque só pude ir uma vez e quase não vi nada, e porque só comprei dois livros, o que já de si foi um grande esforço. E lembrei-me que agora só para o ano posso repetir o prazer.

O instante que despoletou a mágoa foi uma fracção de zapping em que 'passou' o Prof.Marcelo na sua banca de livros semanal. Acho uma figura triste. Aquela pessoa a fazer aquele papel é mais ridículo que um vendedor ambulante. Apesar da fama de pouco dormir e muito trabalhar, poucos devem acreditar que o Prof.Marcelo saiba de facto, com conhecimento de causa, alguma coisa sobre cada um daqueles livros todos que a cada semana anuncia, todos como "muito bom", "notável", "fresco", "surpreendente", e outras adjectivações de circunstância.

E naquele instante pensei, ironizando, "olha, afinal a Feira do Livro não acabou, continua aqui neste triste espectáculo, todas as semanas...".

E triste é também, parece-me, o papel da pivot, de cujo nome agora não me lembro. No período da 'Feira' de livros tem um meritoriamente descarado semblante de frete. No resto do tempo parece limitar-se a lançar no tempo certo (ou combinado?...) os temas para o Prof. comentar. É incomparavelmente melhor que os cromos que a TVI tinha a fazer perguntas, que se percebia pelo simples abrir de boca que não faziam ideia do que diziam e perguntavam, mas não deixa de ser pouco mais que um cabide onde o Prof. vai largando argumentos. Mas, afinal, o programa é isso mesmo, não é? "As escolhas de Marcelo". Ele escolhe - antes - o que vai comentar, e depois comenta-as muito bem, claro. É pena que ele não seja entrevistado, contraposto, desfundamentado. Será difícil mas haverá quem consiga. Só que isso não vende tão bem o tempo, por isso não interessa, por isso não se faz.

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publicado por coisas minhas às 23:26
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