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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

o mamarracho do Areeiro

Quando se perdem hábitos e rotinas é-nos mais fácil reparar no que mudou, pela comparação do que recordamos com o que agora vemos. Há já bastante tempo que não ia ao Areeiro, em Lisboa. Há dias passei por lá, de carro, vindo da Rotunda do Relógio.

Talvez já lá tenha passado estando lá aquilo mas não tinha reparado. Do lado esquerdo de quem sobe em direcção à praça do Areeiro está ser construído um mamarracho. Poderão apontar-me o dedo crítico da baixa qualidade literária do termo ‘mamarracho’, mas é o que me parece um bloco de cimento e vidro, incaracterístico, sem resquício de originalidade e que é vulgarmente chamado de ‘prédio’.

Não é o primeiro mamarracho e não será o último, mas este incomoda-me mais. Sempre havia visto aqueles prédios de entrada na praça do Areeiro como uma espécie de guardiões de um espaço, as torres de um castelo que delimitam um senhorio. Agora, mesmo ao lado de uma daquelas torres, está aquele calhau a tapar a torre. Fica o castelo desvirtuado, coxo, desprotegido, afectado por aquela carraça quadrada que não é nada, só incómodo.

Pareço um velho do Restelo, eu sei, mas a arquitectura tem um lado funcional que está para além da utilidade objectiva que os utentes dos edifícios lhes dão. Os edifícios são objectos de composição do espaço público, de composição funcional mas também visual.

Quando as torres foram construídas, parece-me que Lisboa acabava ali. A sua forma e aparência, de castelo, de guardiões, estavam por isso mais que adequadas ao fim. Poderá, por isso, argumentar-se que já se podem tapar porque a cidade já cresceu para além dali. É verdade, mas pelo menos o que havia fazia sentido, era uma imagem equilibrada de ambos os lados da avenida, relacionada com o resto da praça.

Assim lembra-me o templo de Luxor no Egipto, magnificiente edifício de alamedas de esculturas conduzentes a um fim, mas onde falta um obelisco. Está em Paris, na praça da Concórdia.

Já que a Avenida da Liberdade e a Praça dos Restauradores replicam a uma escala menor os Campos Elísios, será esse o objectivo de se construir aquele mamarracho ali? Dizer que já temos algo parecido com Luxor?

publicado por coisas minhas às 22:18
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