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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

O Facebook, por piada

Entrei por piada no Facebook. Alguém que muito estimo entrou e convidou-me. Acho piada, por vezes perco por lá algum tempo, mas não sou grande fã.

Começo por duvidar da igualdade nos níveis de amizades. Os amigos no Facebook são todos iguais em relevância, em grau de acesso ás opiniões, quando na verdade não é assim. As conversas, as cumplicidades, as preocupações e segredos que temos com os amigos são tão diferentes como eles próprios. Daí que eu não veja no Facebook uma lista de amigos mas sim uma lista de conhecidos. E isso faz diferença.

Mas há coisas giras, ainda assim, de partilhar. Como há sempre alguém que conhece algué estabelecem-se novos contactos e, por vezes, temos o supremo prémio de encontrar alguém que há muito não vemos. Continuamos a não ver mas esta proximidade cibernética tem essa qualidade de mitigar a distância física e temporal.

Uma última coisa que acho piada, mas só a alguns, é aos testes. Já não acredito muito em determinados testes a sério, quanto mais nestes que pretendem determinar que carro ou música ou quadro ou peixe somos apenas com meia dúzia de questões. À maior parte nem ligo mas alguns por piada faço, e se acho piada com o resultado, ou semelhança com o que creio ser a realidade, acabo por publicar o resultado.

Mas, há pouco, experimentei um que já nem sei o que pretendia descobrir. Estive quase para desistir quando me perguntou que galã do cinema queria ser, de um conjunto de nomes onde eu só conhecia dois, não gostando de nenhum deles. Escolhi um qualquer e passei à frente, já com pouca confiança. E apareceu-me a pergunta mais parva que já lá vi:

"Com que ditador te identificas?", e as hipóteses Mao Tsé-tung, Joseph Stalin, Francisco Franco, Augusto Pinochet e Adolf Hitler!!!!

Enquanto expeli todas as várias interjeições e impropérios que me ocorreram, fechei o teste e, tão depressa, não quero experimentar outro.
 

publicado por coisas minhas às 23:37
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Chorar não, sorrir!!

Continuando na onda musical, ouvi hoje uma canção já com uns anitos, é de 1985, que deste então muito gosto. Chama-se 'Cry' e é dum duo chamado Godley & Creme. Não conheço mais nenhuma  música deles, ou pelo menos não lhes associo mais nada.

Gosto desta música não só pela sua simplicidade melódica como também pelo seu teledisco (agora chamam videoclip...) em que uma série de pessoas surgem a cantar a canção e as caras se vão alterando de umas para as outras como se evoluissem e transformassem. O conceito é hoje conhecido como morphing e foi excepcionalmente bem usado do teledisco do Black Or White do Michael Jackson, em que as caras e os corpos mudavam de barancos para ruivos, homens para mulheres, carecas para cabeludos, a uma velocidade fenomenal.

Este teledisco do ´Cry´' é mais antigo, e tecnologicamente mais arcaico, as passagens são fluídas mas não são propriamente evoluções ou alterações dos corpos, são mudanças de imagem. Ainda assim, continuo a gostar do teledisco e da música. Não me faz chorar, mas sorrir pelo prazer que me dá ouvi-la e recordá-la. Ei-la:

 

música: Cry
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publicado por coisas minhas às 21:50
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

50 escudos de boa memória

Tenho o que acho serem muitos discos. Não são milhares, são algumas centenas, mas satisfazem-me quase todos. Haverá no máximo uma meia dúzia que eu não consiga já ouvir.

Uma vez que eu comprei um LP e estava a chegar a casa dos meus avós, a minha querida tia avó disse-me, condescendentemente algo como "Porque compras isso? Porque não poupas o dinheiro para um dia construires a tua vida?". Retorqui que tendo pouco dinheiro para discos só comprava os que gostava mesmo, e se tinha comprado aquele ela poderia ter a certeza que anos mais tarde eu ainda o ouviria. Confesso que não me recordo já que disco era, mas tenho a certeza que não está naquela meia dúzia dos renegados.

Lembrou-me isto a propósito de uma música que tocava na rádio quando o liguei, o Airport, dos The Motors. É uma canção de 1978 que ficou no ouvido, meu e de muita gente. Uns anos mais tarde estava a ouvir o single em casa de um colega da escola e disse que gostava muito daquela música. Negociador, ele disse logo que mo vendia por 50 paus. Não sei onde os arranjei mas comprei-lhe o single, e hoje, vinte e muitos anos depois, ainda o tenho. Foram 50 paus bem empregues, e a minha tia avó ainda hoje sorriria..

Para quem não se recorda pelo nome, ou para quem não imagina que canção é esta, fica o video do YouTube:

música: Airport, The Motors, 1978
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publicado por coisas minhas às 23:00
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Neologismo ou implante?

Acabo de ouvir mais um disparate vindo do mundo do futebol. Estava a ouvir na diagonal, assim sem escutar, o noticiário da Antena 1 quando se ouviu o presidente do Sporting a dizer que "o Paulo Bento ficará forever no coração do Sporting".

"Forever"?!? Isto será um neo-logismo, um anglicismo forçado ou um implante definitivo? Que raio! Se existe a palavra em Português, que sentido faz, que utilidade tem, que objectivos se alcançam dizendo-a em Inglês? Será que no mundo do Futebolês só se é compreendido com duas ou três bujardas por frase?

publicado por coisas minhas às 16:11
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Qualquer dia...

Na notícia de hoje do Público com o título "Crucifixo continua presente em algumas escolas de aldeia" leio que o "Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (...) condenou a existência de crucifixos nas salas de aula das escolas públicas em Itália, por considerar que estes atentam contra a liberdade religiosa dos alunos".

 A notícia é interessante e está bem escrita. Dá vários exemplos de escolas onde os crucifixos foram retirados, e outros onde foram esquecidos ou não levantam problemas.

Concordo com a decisão do tribunal. Se o Estado é laico não pode deixar afixado um símbolo, ainda por cima antropomórfico, que parece tutelar a actividade escolar na sala e que não é um símbolo do próprio Estado. Talvez a solução fosse colocar todos os símbolos de todas as religiões, mas talvez não houvesse espaço suficiente, além de ser inútil. Várias religiões não têm símbolo - que é, por si só, o melhor símbolo do que é imaterial - pelo que a parede vazia de símbolos é a melhor solução. Tanto acolhe quem tem religião como quem não tem. Assim não afecta ninguém.

É curioso que o porta-voz diga que "É importante que caminhemos para uma sociedade inclusiva das diferenças" quando depois defende que o crucifixo não deve ser retirado. Que inclusão das diferenças é esta quando se mantém o sinal de um dos grupos?

Mas há duas coisas em particular que me levam a comentar a notícia, e provêm da opinião do porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa. A primeira: diz o porta-voz, e cito novamente o Público, que o crucifixo "É algo que representa dois milénios de História e estar a retirá-lo coercivamente tem qualquer coisa de fundamentalismo anti-religioso" e, leio mais adiante julgando ainda ser a sua opinião, que a cruz é algo que integra o património cultural da Humanidade. É curioso este limite temporal para a história da Humanidade porque o que nos diz a Ciência é que a Humanidade começou há muito mais que dois mil anos. Há muito mais tempo que os relatos bíblicos. Há tanto tempo que põe em causa a versão cosmogónica que a Igreja Católica e outras semelhantes advogam.

Aliás, relevar os últimos dois mil anos é obliterar da história todo o contributo relatado, por exemplo, no Antigo Testamento. A ser assim, sendo o Antigo Testamento com aquelas histórias moralistas do Caim e Abel, e de Abrão, e de Moisés e os Dez Mandamentos e tudo aquilo, anterior à posse do símbolo da cruz pelo que se veio a tornar a Igreja Católica, assim não fará mal não ter o crucifixo exposto porque é muito mais importante o Antigo Testamento que o Novo. Além disso, a Igreja Católica só existe precisamente há menos de dois milénios. Será por isso que entende ser tão importante ter o crucifixo exposto em espaços onde não tem nem deve ter qualquer jurisdição, como é as escolas públicas de um Estado laico? E se quer dar relevo a estes dois mil anos, terá motivos para se orgulhar de ter contribuído para o desenvolvimento da Humanidade?

A segunda frase que quero comentar, que acho ainda mais curiosa é esta: "Daqui a nada também vão querer eliminar o sinal "+" em Matemática, porque é uma cruz que pode ofender os das religiões que não têm cruz nenhuma". Aquele "Qualquer dia..." lembra-me o Vigário Remédios, o cromo criado por Herman José que tão bem retratava aqueles padres - e não só... - que queriam por força que determinadas coisas não se falassem. A frase "qualquer dia..." é desde logo limitadora e sempre foi usada por quem quis colocar limites. "É melhor fazer isto, ou não fazer aquilo senão qualquer dia...".

Sempre me julguei uma pessoa com imaginação fértil, mas nunca vi no sinal de adição qualquer semelhança com um crucifixo. Este tem, na sua representação mais comum a parte inferior maior. Curiosamente acredito que as crucifixações do sec. I fossem feitas em estruturas em T. Faz muito mais sentido porque é estruturalmente mais fácil de construir e suster, além do que a parte superior do crucifixo é inútil, estruturalmente falando.

Mas é bom que não se elimine o sinal + apenas porque pode parecer a cruz cristã. Senão, qualquer dia começamos a eliminar mais letras. Acabe-se com o S porque parece a serpente do paraíso, com o V porque pode sugerir a zona púbica feminina, com o Y porque pode sugerir o fundo das costas, com o L que parece o esquadro maçónico, e com o E que é de certeza a forquilha do Diabo.

Qualquer dia não tinhamos letras para escrever. Qualquer dia não tinhamos como comunicar e aprender. E sempre houve quem desejasse isso...

publicado por coisas minhas às 17:03
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