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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Perigo: carraças!

Em Miranda do Douro alguém colocou perto do embarcadouro para o cruzeiro ambiental uma placa com um fundo amarelo em que sobressai a figura de um crocodilo, e com duas frases em inglês: Danger Crocodiles / No swimming.

O vice-presidente da Câmara de Miranda do Douro considera que a intenção era impedir os visitantes de tomarem banho. Com um aviso destes eu nem sequer entrava no barco, mas enfim. Ainda que seja pouco plausível a existência de crocodilos na zona, a placa pode ter convencido alguém a não se banhar ali. É por isso uma ideia meritória que devia ser estendida a outras zonas e aplicações.

Por exemplo, eu colocaria uns avisos a dizer "cuidado: pulgas!" mesmo onde acaba o passeio para peões e começa a rua. Assim talvez houvesse menos artistas a caminhar ao longo da rua em vez de usar os passeios.Igualmente, ao longo das passadeiras colocava um "Cuidado: piranhas!", para que ninguém atravessasse fora da passadeira.

Não só para peões mas também para condutores haveira sinalética pedagógica. Colocaria uma placa avisando para o perigo da flatulência dos cavalos da GNR. Assim, aqueles que no pára-arranca conduzem de vidro aberto e chutam a beata pela janela fora quando acaba o cigarro, talvez passassem a conduzir de vidro fechado, e quando a beata acabasse mandavam-na algures para dentro do carro.

Esta pretensa pedagogia podia evoluir por outros sentidos. Nalgumas ruas colocaria "Cuidado: donos porcos de cães!" para avisar os incautos para a sujidade deixada pelos cães cujos donos não cuidam de apanhar.

Por fim, e em vez de placas para sinalização vertical nos espaços públicos, fazia uns autocolantes para usar quando se anda de transportes públicos, e alguém despropositamente obeso, ou simplesmente estúpido, insiste em nos apertar, pisar ou arranhar com a pasta ou o saco das compras: "Cuidado: carraças!".

publicado por coisas minhas às 15:03
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O Papa já está noutra

O Papa ia ainda no avião quando disse que, e cito do Público, «o problema da seropositividade "não se pode resolver com a distribuição de preservativos", pois que, "pelo contrário, isso só irá complicar a situação"».

Hoje acompanhei, como pude, o forum da TSF onde, à parte alguns fidelíssimos fiéis que dizem que sim a tudo o que o Papa manda, as críticas foram na mesma onda do que se tem ouvido pelo mundo fora. Até a ONU, parece, discorda do que o Papa disse. O Governo francês publicamente afirmou a sua discordância. As ONG's que verdadeiramente lidam com o problema, arranjaram um ainda maior. Se já é difícil tentar mudar mentalidades, comentários destes só atrapalham.

Todavia o Papa está a ser coerente. O que ele afirmou é a doutrina da Igreja. E ele bem sabe qual é essa doutrina porque durante vinte e quatro anos chefiou a Congregação para a Doutrina da Fé, o novo nome da Inquisição desde 1908, mas a função é a mesma: zelar, ora pela purificadora fogueira ora pela simples excomunhão, pela subjugação de pensamento ao que a Igreja determina. Seria surpresa, senão escandalo, se ele dissesse algo em contrário.

Ainda assim, há algo na frase que estranho. Ele disse que a distribuição de preservativos irá complicar a situação. Como sabe ele disso? Ratzinger - o verdadeiro nome do Papa - é um grande teólogo, inteligentíssimo e culto. Tem, pelos vistos, muitas outras qualidades que lhe desconheciamos. Pela segurança com que garante o agravar do problema da seropositividade com a distribuição de preservativos, deve ser um fenomenal epidemologista, acima da categoria de qualquer Nobel. Como sabe ele que a situação se vai agravar? O que sabe a Igreja católica de infecções sexualmente transmissíveis que o resto da comunidade científica não sabe? A Igreja católica - lembremos! - impõe o celibato aos seus membros, por isso, para saber mais, deve ter outra fonte de conhecimento superior, certamente. É pena que só afirme, ou pretenda dar a entender, que sabe mais que a Ciência quando quer resisitr ao progresso. Se tem forma de saber mais e melhor e antes da Ciência, talvez já pudessemos ter Aspirina há mais séculos. Talvez já pudesse ter verdadeiramente salvo vidas desenvolvendo vacinas que teriam dado muito jeito quando da pesta negra. Ou, para não ser algo tão complicado, um simples penso rápido era já uma invenção bem vinda há uns séculos. Também a luz electrica que surgiu da cabeça de Edison já podia existir há mais tempo, se assim o tivessem querido. E depois podiam der dado ao Homem a rádio, a televisão, oo motor a jacto do avião que ele usa, para a Humanidade se desenvolver mais e melhor. E mesmo sem electricidade, que não disseram que já sabiam antes, podiam ter-se antecipado ao Guttenberg. Quanto conhecimento podia ter sido distribuído mais cedo, e quanto mais conhecimento esse geraria. Ah! pois é... nisso de espalhar o conhecimento a Igreja não é muito fã. Logo no princípio da história que proclama, e sobre a qual quer afirmar legitimidade, mostra como o Homem foi castigado ad eternum por ter provado a maçã do conhecimento.

Um tipo de comentário tem sido transversal na reacção de diferentes organismos pelo mundo fora: a Igreja e o Papa, estão fora da realidade. O Papa já está noutra. Está no ceú, só pode, porque aqui na Terra o que diz não faz sentido. Aliás, já ia perto quando disse aquilo: ia no avião. Assim faz sentido o que disse. Se de um ponto de vista terreno, se lê o disparate das suas palavras, no Céu (se tal coisa existe) encontrará público naqueles a quem é indiferente estarem ou não infectados por qualquer doença sexualmente transmissível. É que lá, suponho, tanto faz ter ou não ter doenças, e o preservativo, tornando-se inútil, é assim uma coisa que só complica. Ou se calhar não, porque lá não devem deixa que essas coisas aconteçam.

publicado por coisas minhas às 15:02
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