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Domingo, 27 de Abril de 2008

PSD's....

As eleições do PSD prometem. O Menezes não conduziu bem o barco. Mandou borda fora o Marques Mendes prometendo melhor, mas não fez. Parece-me que, por outro lado, também houve quem lhe tenha cuidado de lhe "fazer a folha", mas pronto... Agora revelam-se os muitos PSD's que há lá dentro.
Já não sei quantos candidatos há. Um deles, Patinha Antão, ficou satisfeito por serem os três economistas, mas já são mais que três, parece-me. Há o Pedro Passos Coelho, um 'jovem' que está a fazer o primeiro alto vôo, o Patinha Antão e a Manuela Ferreira Leite que por excelentes economistas que sejam têm na expressão uma antipatia que parece só queimar votos, e mais um ou dois menos mediáticos. E depois há o Santana Lopes e o Alberto João que ainda não abriu o jogo.
Acho piada a que Santana Lopes e Alberto João Jardim queiram ser candidatos. Estão no seu direito, talvez até no seu dever enquanto militantes de um grande partido, mas teria piada se algum deles ganhasse. É que o nosso sistema partidário tem evoluído para uma bipartidarização da vida política e quem se candidata a líder do PSD ou do PS arrisca-se a ser Primeiro Ministro.

A propósito, a bipartidarização só não aconteceu já há mais tempo porque os partidos com menos deputados muito têm lutado contra as inúmeras maquinações inventadas e tentadas pelo PS e pelo PSD, como é o caso da recente legislação autárquica, para tornar a vida política portuguesa absolutamentamente bipartidária, mas isto é só um aparte.

Ora imaginem só o Alberto João Jardim como Primeiro Ministro. O Santana Lopes não é preciso imaginar, basta lembrar os poucos meses que lá esteve e quando acabarmos de rir à gargalhada, arrefecer os ânimos e pensar que para aquele lugar será melhor alguém com alguma seriedade.
Terá Alberto João Jardim essa seriedade? Não interessa que se mascare no Carnaval. Mascara-se, e faz bem, diverte-se e assume. Não faltam por aí mascarados de muita coisa que não assumem coisa nenhuma. Mas seria Alberto João Jardim capaz de enquanto Primeiro Ministro mandar o tipo de bocas que manda da Madeira para o "contenente" enquanto Presidente do Governo Regional? Por um lado, creio que é homem para fazer o que muito bem lhe dá na mona, o que é um sinal raro de coragem, hoje em dia. Mas não acredito que não se contivesse bem mais do que a partir do Funchal. Evitaria ele sessões plenárias na Assembleia da República perante um qualquer chefe de estado ou de governo apenas para não ter de mostrar aquelas gentes da esquerda que, diz ele, poluem o ar?
Mas há ainda outra coisa: será Alberto João Jardim capaz de largar a Madeira? Já tantas vezes anunciou que ia embora e lá continua. Ele iria liderar o PSD a partir do Funchal? Fariam um part-time? Só para não ter de largar a Madeira creio que ele não se canditará.
E agora para acabar a rir, o Santana Lopes quer liderar o PSD, e se isso acontecer, ele pode muito bem voltar a ser Primeiro Ministro!

Para quem já acabou de rir, podem agora compará-lo com o Berlusconi, que também saiu do governo por baixo e agora voltou. Só o penteado não é parecido, mas é cómico em ambos.

publicado por coisas minhas às 23:08
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

estou disponível

Na quinta-feira passada saiu na revista Visão uma entrevista a um senhor do PSD na qual, consta, ele se manifestava 'disponível' para liderar o PSD. Hoje já não está, mas não é isso que me interessa aqui. Não me interessa o PSD, apenas o facto de o senhor se manifestar 'disponível'.

Nenhuma outra publicação deu a mesma notícia. Na sexta-feira também não. Esperei passar o fim-de-semana para ver as manchetes de outros jornais, mas nada. Só a Visão descobriu que o senhor estava disponível.

Descobriu? Ou foi-lhe dito? Se descobriu então é um grande furo porque o conseguiu antes de mais ninguém. Mas não acredito. A Visão é uma revista, não é uma televisão, uma rádio ou uma agência de notícias que lance as notícias logo que as sabe. O que o senhor disse já era sabido pela revista. Aliás tiveram de o entrevistar primeiro, de o fotografar, de redigir o texto, eventualmente de lho enviar para concordância, de fazer a composição gráfica, de enviar para a gráfica para então na quinta-feira sair como novidade.

Não acredito que a Visão tenha descoberto. Acredito mais que o senhor tenha feito a Visão saber, imagine-se como, que estava disponível para dar uma entrevista na qual diria que estava 'disponível' para liderar o PSD. Ou então a Visão, sabendo-o crítico da liderança agora demissionária, tê-lo-à convidado a fazer a entrevista na qual ele acabou por se manifestar disponível.

Mas até quinta-feira o jogo não foi aberto, pelo que alguma coisa se combinou. A que preço? Quanto custa pedir para ser entrevistado? Quanto custa garantir que no dia X, que não é casual, sai determinado artigo com determinada informação? Isso tem um preço. Pode não ser dinheiro, pode ser uma dívida de favor, de mais tarde fornecer informações com o anonimato garantido, mas é um preço. Estes políticos prestam-se a estes negócios, e os meios de comunicação também. Para mim o senhor juntou-se a mais uns tantos que já usaram o mesmo esquema e está apresentado.

Quanto à Visão, louvo a mudança de atitude. Confesso que não a leio, e raramente a folheio, mas é louvável que havendo alguém que se tenha manifestado 'disponível' para ocupar determinado cargo político, a Visão tenha desta vez (e espero que em todas as outras em que não a folheei) respeitado a figura de quem se manifestou 'disponível', independentemente do cargo em causa. É que há uns anos atrás, quando o PS ainda não havia anunciado ninguém como candidato à Presidência da República, e antes de Sampaio se auto-anunciar, houve um senhor que se manifestou 'disponível' para ser candidato. Era o senhor Sottomayor Cardia, que até já faleceu. Na altura, para ilustrar essa disponibilidade, a Visão colocou na capa uma foto do senhor de roupão, desalinhado e desgrenhado, fazendo de toda a composição uma imagem jocosa de um acto nobre, ridicularizando-o e acabando ali com a história. Para mim parece-me que fez um acto político baixo, e não uma notícia, mas é a minha opinião apenas.

Ainda bem que a Visão já não faz coisas daquelas, mas daquela não me esqueço. Eu também estou disponível para ser chefe de gabinete de uma secretaria de Estado qualquer, desde que dê um bom ordenado. Não me querem entrevistar? Prometo já meia dúzia de fotocópias de documentos e uns e-mails extraviados por acaso, só para alimentar as notícias.

publicado por coisas minhas às 17:28
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Via Verde grátis ?!?

Está no ar um anúncio da Via Verde que apregoua a gratuidade da adesão de novos clientes.
Leio no site que "Agora já pode aderir gratuitamente à Via Verde, comprando o pack especial Via Verde com GPS...."
Não percebo. Então é ou não é gratuito? Isto é grátis mas tem de comprar aquilo. Pois! Em tempos, num stand de automóveis, ao comentário de que só teria aquele carro se oferecido, o vendedor disse "eu ofereço o carro, e o senhor compra-me a chave".
Parece que é o que se passa aqui. É verdade que não há almoços grátis, nada é de graça e ninguém dá nada gratuitamente a ninguém, mas isto não será demais? Isto não será publicidade enganosa?
publicado por coisas minhas às 17:07
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Jardim é a vergonha

Comecei a ouvir a notícia logo pela manhã. Que Jardim (Alberto João Jardim) não quer convidar o presidente da república para uma sessão plenária da Assembleia Regional da Madeira. Ouvi na TSF algo como que teria vergonha de mostar "aquele fascista do..." Fulano, e "...o padre" Cicrano. Leio no Público[1]:
"Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa", justificou Jardim no sábado. "Eu cá não apresento aquela gente a ninguém", reforçou. E concluiu: "Acho que isso ia ter repercussões negativas no turismo e na própria qualidade do ambiente".
Alberto João Jardim tem dito inúmeras coisas. Está no seu direito pois ainda lhe é respeitada e permitida a liberdade de opinião. O preço que pago pela minha liberdade de expressão é o de ouvir outras frases de outras pessoas com outras razões, mesmo que não concorde. Mas Alberto João tem dito muitas mais coisas que, sobretudo pela forma, não devia dizer. Tal como a liberdade de circulação ou de constituir família têm regras que as regulamentam, também a liberdade de expressão tem regras. E mesmo que esta liberdade seja levada até ao limite de se dizer tudo o que se quer, quando se quer e como se quer, ainda assim há, pelo menos, as regras sociais da forma do que se diz. Tal como Jardim não anda mascarado o ano todo como nos dias de Carnaval, também aquilo que diz havia de ter ponderação e sentido de civismo, e não tem.
Que isto se passe tudo no plano pessoal não é mais relevante que isso. Mas Alberto João é presidente do Governo Regional da Madeira. Não foi eleito por todos mas dizem as regras da Democracia que ele representa todos. Devia pois respeitar todos, o que não faz.
Alberto João não respeita as pessoas que não são do seu partido e que o contestam. Dizer o que disse hoje, e não vou rebuscar o que disse no passado, atesta que não respeita a opinião dos outros pelo que ele próprio não merece ser respeitado. Talvez po isso se mantenha onde está e o deixei dizer o que lhe apetece. Não creio que seja só isso.
Este caso de hoje vei, porém, ainda mais além dos habituais casos que Alberto João provoca. Pessoalmente opino que são disparates mas por respeito que quero exercer à opinião que ele possa ter do que são, fico por lhes chamar "casos".
Dizer que os outros são uma vergonha demonstra que pretende colocar-se num ponto onde possa decidir quem deve ou não falar, quem o merece, quem pode dizer o quê. Assim sendo, não será isto um fascismo também?
Resumindo, e exerceno a minha opinião, entendo que Alberto João Jardim é uma vergonha para o Estado Português. O Estado, que somos nós todos, não pode ter quem diga qualquer coisa a qualquer momento sobre todos sem que seja chamado à responsabilidade. Alberto João estaria bem nas Desertas, onde poderia dizer o que quizesse, mas não pode representar pessoas. Acho eu.

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publicado por coisas minhas às 13:51
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

"etnia cigana"

Hoje é o dia mundial do cigano, ou algo parecido. Por coincidência também hoje li uma notícia que falava de uns distúrbios numa escola causados pelos pais de uma criança por terem agredido uma professora. A notícia refere que eram de "etnia cigana".
Para quê? Que falta faz aquela referência à "etnia cigana" para se perceber o que aconteceu? Em que difere o essencial da notícia com a referência à etnia? O essencial é que um pai agrediu a professora do filho. Se não fosse cigano não agrediria? Bateria com mais força? Poderia bater se não fosse cigano?
Como isto não é caso único, como trata o jornal os casos de agressões de pais aos professores dos alunos quando os pais não são ciganos? Se for eu a agredir, como me chamarão? Não sou cigano, nem moldavo, nem preto, nem indiano. Também não sou branco, quando muito sou creme, sujo… Porque não tenho eu também um rótulo? Ou chamar-me-iam “normal”? Mas a ser assim, os outros, por diferenciação, seriam os anormais, e acho que não são.
O etnocentrismo subjacente a esta rotulação é perigoso, sobretudo quando é inconsciente e repetitivo.
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publicado por coisas minhas às 23:08
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Depuralinando

A coisa já cheirava mal. Não a esturro, mas erva mofa, fora de prazo, de ervanária velha. Andavam por aí uns anuncios na rádio, chatos porque repetitivos na essência e na frequência, dizendo "Toma depuralina!". "É um dietético", "É natural". "...um dietético de venda livre".

Para além do anúncio propriamente dito havia ainda a introdução dos pivots da rádio, como se a frase do anuncio fizesse parte do seu discurso natural.

Hoje veio a notícia de que a Direcção-Geral de Saúde suspendeu a comercialização da depuralina. Não me surpreendeu. É fácil nestes meses de pré-férias seduzir quem acredita que pode chegar a Julho/Agosto com corpo de top model, sendo hoje um barril. Diz-se que é "natural" logo é bom. É de "venda livre", logo não é preciso consulta nem receito, portanto sai mais barato (será?). É dietético, logo acaba com os 'pneus'. E ainda o nome, "depuralina", sugerindo uma depuração... só se for da carteira.

Agora alguém veio proibir a venda, e não acredito que seja por não gostar de ver corpos bem feitos nas praias.
publicado por coisas minhas às 11:36
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