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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Os Police tocam hoje

Os Police tocam hoje cá em Portugal. Por razões circunstanciais não os poderei ver ao vivo. Tenho pena porque talvez não os volte a ver, mas paciência. Duvido ter a possibilidade – o luxo mesmo - de poder arrancar um dia daqui até Barcelona, Frankfurt ou Sidney só para os ver e voltar depois.
Ao certo não sei o que ganharia se os visse. Conheço de cor quase todas as músicas. Tenho-as em versões de estúdio e ao vivo. É verdade que uma gravação de um espectáculo ao vivo fica sempre muito aquém do real. Estar ali, ouvir e sentir todos os decibéis a atravessar o corpo e, sobretudo, a memória é algo que ainda nenhum suporte de arquivo consegue transmitir. Quando muito guardaria o argumento “eu estive lá”, que não deixa de pouco mais ser que um ‘recuerdo’.
Ainda assim gostaria de os ver. esta coisa de “eu quero ir!!!!” tem sempre razões diferentes para cada um. Por mim, há um detalhe especial que está para lá do reavivar da memória, e pelo luxo – acreditem que é – de assisitir à suprema ginástica daqueles três músicos a tocarem uma melodia e cantarem outra canção diferente, mudando depois para a melodia certa enquanto a letra evolui novamente para outra. Esse detalhe é de algo que sempre tive na memória desde que os meus tios me ensinaram a gostar dos Police (e Supertramp, e Rolling Stones, e Dexys Midnight Runnesrs muitos mais): esse detalhe é ver o Sting aos pulos.
Poderão julgar que é uma grande pancada, mas é assim mesmo. As memórias são retidas e asseguradas por estranhos fios de estranha seda destilada das mais fundas recordações. Do que me recordo na altura era, precisamente, de ver o Sting a tocar o baixo e a saltar de pés juntos. A partir dessa memória visual tudo o mais se desenrola. A minha pancada não é assim tão disparatada, apesar de ser grande, porque o álbum Police Live! tem precisamente na capa essa uma imagem assim.

 

Agora procurei imagens dos Police actuais a tocar e o Sting continua com aqueles pulos. O resto são as músicas que já conheço, mas que bem gostava de ver ao vivo. Fica para a próxima.

música: De doo doo doo
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Domingo, 23 de Setembro de 2007

Novo equinócio

Hoje foi, de novo, dia de equinócio. Astronomicamente acabou o Verão e começou o Outono. Hoje, às 09h51' (Tempo Universal) a Terra apresentava-se exactamente a 90º em relação aos raios solares. Por isso a duração do dia foi exactamente a mesma no hemisfério Norte e no hemisfério Sul.

Hoje também passa o aniversário da descoberta de Neptuno pelo mateático Urbain Le Verrier em 1846 a partir de cálculos anteriores que identificavam perturbações na orbita de Urano que podiam ser explicadas pela presença de outro planeta.

Ironicamente, duzentos e trinta anos antes já havia sido visto por Galileu mas este julgou tratar-se de uma estrela. Todavia ficou registado nos seus apontamentos.

Por outro lado, astrologicamente não se passa nada. Segundo a astrologia hoje começaria o signo Balança, que duraria até dia 22 de Outubro. A verdade é que hoje o Sol nasceu, natural e previsivelmente, na constelação da Virgem e só entrará na Balança a 31 de Outubro.

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

A agenda de Graça Moura

É estranho o artigo de hoje de Vasco Graça Moura no DN. Tem o título L'UOMO È MOBILE e parece estar a falar de Luis Filipe Menezes. Embora este nome não seja referido, é isso que infiro do texto porque no final fala da aceitação ou não do debate com Marques Mendes. Por exclusão de partes parece-me que o visado seja aquele. Não tenho qualquer preferência por um ou outro candidato, nem sequer sou do PSD. Nem é isso que me interessa aqui. Graça Moura enuncia várias datas a propósito de vários de assuntos para sustentar a sua argumentação da mobilidade de opinião do visado. Excluindo a referência ao tal debate, Graça Moura enuncia catorze assuntos diferentes indicando para todos pelo menos duas datas em que o visado terá opinado contraditoriamente. Para dois assuntos refere até três datas. O detalhe vai ao ponto de indicar o dia exacto sendo que só num único caso indica, abstractamente, apenas o mês: "Em Abril de 2005...". Assim, doze assuntos com duas datas faz vinte e quatro datas, mais as seis datas dos dois assuntos com três dá um total de trinta datas. Não tenho Graça Moura por pessoa que diga coisas em vão, infundadas, pelo que para afirmar o que escreveu deve ter dados concretos, ou muito boa memória. Se não é de memória, deve ter ido apontando na agenda todas as citações de Luis Filipe Menezes para agora poder dizer quando ele disse isto ou aquilo. E deve ser uma agenda grande porque não acredito que ande a apontar só o que aquele diz e quando. Que mais apontará ele? O que vai almoçando? Os números do Euromilhões? As matrículas dos carros que passam? A data mais antiga referida é Maio de 2004, há três anos! Isto não é coisa de escritor ou ensaista, é trabalho de empregado de partido político entretido com bases de dados nas quais se procura sustento argumentativo para as reivindicações políticas. Não tenho de memória nenhum excerto de qualquer peça musical para contrapôr à última frase do artigo. Aí Graça Moura ironiza, a propósito do visado, com uma frase de uma obra de Verdi, que "L'uomo è mobile / qual piùma al vento...". Não sei se Graça Moura "è mobile" ou não, mas com este artigo fiquei com a opinião que é picuinhas. Talvez eu também seja, ao contar as datas e tudo isso, mas não sou pago para ser comentador. O artigo está aqui.

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Meio kilo de sorte

O 24 Horas está a oferecer não sei quantos amuletos da sorte, 30, acho eu. O anúncio na rádio começa por dizer algo como "você está com tanta sorte que os amuletos (...) são grátis". Eu estava convencido que a minha sorte era não ler o 24Horas. Ainda mais convencido fiquei quando, pela primeira vez, folheei há dias um exemplar ao fim de horas de tédio numa sala de espera. Entre tiros e facadas nã retive mais nada do conteúdo. Falha minha, certamente. Mas do anúncio assaltam-me algumas perguntas.

Porquê 30 amuletos? Se ficarmos só com 15 teremos metade da sorte? E se comprarmos vários jornais por dia e juntarmos 300 amuletos teremos dez vezes mais sorte? Imagino um dia alguém entrar numa loja esotérica e pedir meio kilo de sorte. O cúmulo seria o vendedor perguntar se o cliente trouxe vasilhame...

Será que há especializações temáticas nos amuletos, ou seja, este é para o Amor, este para o Dinheiro, este para a Sorte, e por aí fora? E se eu não ficar com nenhum amuleto quer dizer que vou ter azar? E se eu não ficar com nenhum amuleto e não tiver nenhum azar isso quer dizer que os amuletos servem para quê?

Enquanto penso nisto e não tenho respostas, deixo passar a oportunidade e não fico com nenhum amuleto. Que azar!

publicado por coisas minhas às 10:09
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Elegância chinelo

Acabou o verão e, com ele, uma moda masculina interessante. O traje é mais ou menos este: t-shirt de marca e/ou da moda, calção acima do joelho, carteira & telemóvel & maço de tabaco & chaves do carro numa única mão, e chinelinho de enfiar no dedo, porque está calor. São uns cromos autêncicos. Acho interessante pelo que revela, embora seja fateloso, acho eu.

A roupa é um código, assumido ou não, consciente ou inconsciente, pelo qual comunicamos. Calcinha clara com blazer azul de botões dourados quer dizer uma coisa. T-shirt de alças, suada, com medalhão sobre os pêlos do peito quer dizer outra coisa. Mas ambas dizem algo. Quem usa esta nova 'farda' quer dizer "estou de férias", pelo menos tecnicamente. Quer dizer "estou a gozar os meus dias de férias, esteja eu onde estiver".

É interessante ver os desfiles destas modas nos sítios que quotidianamente frequentamos. Vão assim para a rua, para a mesma rua que costumam ir durante todo o ano, quando não estão 'de férias', ainda que não saiam do bairro onde moram e comprem aos mesmos dias e às mesmas horas nas mesmas lojas que quando estão a trabalhar. Não são férias no sentido de exercício e usofruto de tempo de lazer mas sim no sentido jurídico de ausência legal e obrigatória ao trabalho.

Ontem estiveram de farda no emprego, fato e gravata ou macacão, não interessa. Hoje, que estão de férias vestem a farda de férias: calção e chinelo no dedo (e ainda carteira & telemóvel & maço de tabaco & chaves do carro numa única mão...). Não importa que o chinelo de enfiar no dedo dê, natural e inevitavelmente, mau andar. Não importa que entre muito mais lixo para o pé. Está-se de férias, e pronto. Quando voltam ao emprego e lhes perguntamos como foram as férias, dizem que estiveram uns dias ali e acolá, e que deixaram uns quantos para ficar por cá. De férias, e de chinelo.

publicado por coisas minhas às 14:45
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Da Virgínia à Carolina

O noticiário da manhã na RTP é para mim, como já aqui escrevi, um compêndio de inutilidades, com excepção da meteorologia e das informações de trânsito para Lisboa e Porto (o resto do país é paisagem). As notícias de futebol quando não são a abertura do noticiário ocupam-lhe uma boa fatia. Fora isto tudo o mais são fait-divers. Ontem foi notícia uma tempestade nos Estados Unidos. A mente de quem gere aquelas notícias deve ser tão plena de conhecimentos necessários e importantes como a do americano médio que retratamos pelo que vemos do que lá se passa. A tempestade só é notícia quando é dos Estados Unidos. Fora disso só se notícia se for furacão. No resto do mundo não há tempestades para anunciar.

O pivô que hoje deu a notícia gosta de enfatizar o discurso com uns instantes de pausa entre palavras que, muitas vezes, não deviam ser separadas. Ao princípio cheguei a pensar que se engasgava, ou que se enganava a ler o texto, mas não. É mesmo o estilo dele. Haja paciência. A notícia foi dada, enfatizada com as tais pausas e ainda com o valiosíssimo dado geográfico: a tempestade ia "da Virgínia à Carolina"!

"Deve ser uma coisa grande", pensei eu, para ir da Virgínia à Carolina. Não que eu soubesse onde fica uma e outra, ou o tamanho que têm, mas como sei que são Estados, o facto de a tempestade ir de um a outro torna-a considerável. E quem não souber que são Estados (um espaço grande, delimitado, com pessoas geridas por órgãos de poder), pode muito bem pensar que se tratam de pessoas. Sem esforço recordo-me de duas pessoas com o nome de Virgínia e de Carolina. Mas adiante.

Ocorreu-me entretanto - confesso que com malícia - que se estes Estados fizerem fronteira um com o outro, e se a tempestade começar à beira de um facilmente passa para o outro lado, e lá se vai a grandeza. Mas admitamos que a tempestade varre os dois Estados. Começo por não saber a que Estado se referem. É que há a West Virgínia e a Virgínia, e há a Carolina do Norte e a Carolina do Sul. Nós também temos o Alto Alentejo e o Baixo Alentejo, e a Beira Alta, a Beira Baixa e a Beira Litoral, por exemplo.

Procurei um mapa e reparei que a Virgínia fica a Norte da Carolina do Norte. Admitamos que são estes os dois Estados que a notícia se refere. Fazem fronteira um com o outro, já agora... A Virgínia é 1,2 maior que Portugal e a Carolina é 1,5 maior.

Sei disto porque fui à procura, não sabia onde era nem a dimesão que tinha. Sem esses dados não podia entender a gravidade da situação. Não seria mais fácil dizer algo como "...varreu uma área igual a três vezes a área de Portugal...". Não seria mais fácil? Não ficaria mais inteligível? Este é o resultado de se escarrapachar com as notícias que se recebem às catadupas, limitando-se a traduzi-las. A esse propósito é interessante lembrar o artigo da Siri sobre as notícias copiadas lá de fora, e apresentadas como nossas.

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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Só 20 segundos

Há na rádio um anúncio de uma marca de mobiliário para escritórios que me suscita uma questão a que não consigo responder. Uma voz masculina e uma feminina vão enumerando, ora um ora outro, alguns nomes de auditórios e bibliotecas. “Auditório da Faculdade X...”, “Biblioteca da Y...”, “Auditório da N...”, “Biblioteca Municipal de...”, sugerindo que estão todos equipados por aquela marca. No final há duas frases seguidas:
Homem: “E não podemos dizer mais”.
Mulher: “O anúncio só tem vinte segundos”.

A minha dúvida está precisamente no ínfimo instante entre estas duas frases. O que as separa? Um ponto final ou uma vírgula? Mais, estarão relacionadas?

Parece-me que a ideia que se quer transmitir é que “não podemos dizer mais” nomes de bibliotecas e auditórios equipados por aquela marca porque “...o anúncio só tem vinte segundos” e, portanto, não há tempo para mais.

O problema é que este ‘porque’ que eu escrevi não está no texto, é uma inferição forçada, ainda que levemente. Nada me garante que as frases não estejam separadas por um ponto e, assim, o facto de não poderem “dizer mais” nomes de de bibliotecas e auditórios não tem relação com o facto de o anúncio só ter “vinte segundos”. Sendo assim, o anúncio bem podia ter uma hora que continuariam a não poder “dizer mais” porque não haveriam mais nomes de espaços a enumerar.

publicado por coisas minhas às 08:32
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Sábado, 8 de Setembro de 2007

Chouriço pop

Ouvi numa rádio local uma canção que o locutor identificou como tendo o título ‘Favas com chouriço’, do novo álbum de José Cid 'Pop Rock e Vice Versa'.

É assim mesmo, acreditem. Eu também estranhei a coisa.

Quem dá nome a uma coisa transmite sempre algo ao fazê-lo, e nem sempre tem a garantia de que seja entendido pelos demais. Só assim se explica que se dê o nome de Zumblina a uma bebé ou “Experiência profilática” a um quadro todo preto de onde sai um cubo cor-de-laranja a pingar uma coisa azul, por exemplo. Quem deu o nome quis dar mais alguma coisa. Nestes casos não atinjo qual seja.

Passa-se o mesmo com aquela canção, cuja melodia não retive. ‘Favas com chouriço’ até nem é muito estranho em música. Quem se lembrar dos Prefab Sprout ou dos Smashing Pumpkins deve recordar-se que esses nomes querem dizer, respectivamente, “Couve Pré-Fabricada” e “Esmagando Abóboras”. Mas ‘Pop Rock e Vice Versa’ quer dizer o quê? E qual é a ligação entre o pop, o rock, as favas e o chouriço?

Mais estranho ainda do que isto só me recordo do nome de uma empresa: Sardinha e Leite. E sabem o que esta empresa faz? Aglomerados de madeira e imobiliário! Percebem a ligação? Sardinha + Leite = Madeira, é óbvio, ou não? É como as favas do rock e o chouriço pop.

publicado por coisas minhas às 18:27
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