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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Da Virgínia à Carolina

O noticiário da manhã na RTP é para mim, como já aqui escrevi, um compêndio de inutilidades, com excepção da meteorologia e das informações de trânsito para Lisboa e Porto (o resto do país é paisagem). As notícias de futebol quando não são a abertura do noticiário ocupam-lhe uma boa fatia. Fora isto tudo o mais são fait-divers. Ontem foi notícia uma tempestade nos Estados Unidos. A mente de quem gere aquelas notícias deve ser tão plena de conhecimentos necessários e importantes como a do americano médio que retratamos pelo que vemos do que lá se passa. A tempestade só é notícia quando é dos Estados Unidos. Fora disso só se notícia se for furacão. No resto do mundo não há tempestades para anunciar.

O pivô que hoje deu a notícia gosta de enfatizar o discurso com uns instantes de pausa entre palavras que, muitas vezes, não deviam ser separadas. Ao princípio cheguei a pensar que se engasgava, ou que se enganava a ler o texto, mas não. É mesmo o estilo dele. Haja paciência. A notícia foi dada, enfatizada com as tais pausas e ainda com o valiosíssimo dado geográfico: a tempestade ia "da Virgínia à Carolina"!

"Deve ser uma coisa grande", pensei eu, para ir da Virgínia à Carolina. Não que eu soubesse onde fica uma e outra, ou o tamanho que têm, mas como sei que são Estados, o facto de a tempestade ir de um a outro torna-a considerável. E quem não souber que são Estados (um espaço grande, delimitado, com pessoas geridas por órgãos de poder), pode muito bem pensar que se tratam de pessoas. Sem esforço recordo-me de duas pessoas com o nome de Virgínia e de Carolina. Mas adiante.

Ocorreu-me entretanto - confesso que com malícia - que se estes Estados fizerem fronteira um com o outro, e se a tempestade começar à beira de um facilmente passa para o outro lado, e lá se vai a grandeza. Mas admitamos que a tempestade varre os dois Estados. Começo por não saber a que Estado se referem. É que há a West Virgínia e a Virgínia, e há a Carolina do Norte e a Carolina do Sul. Nós também temos o Alto Alentejo e o Baixo Alentejo, e a Beira Alta, a Beira Baixa e a Beira Litoral, por exemplo.

Procurei um mapa e reparei que a Virgínia fica a Norte da Carolina do Norte. Admitamos que são estes os dois Estados que a notícia se refere. Fazem fronteira um com o outro, já agora... A Virgínia é 1,2 maior que Portugal e a Carolina é 1,5 maior.

Sei disto porque fui à procura, não sabia onde era nem a dimesão que tinha. Sem esses dados não podia entender a gravidade da situação. Não seria mais fácil dizer algo como "...varreu uma área igual a três vezes a área de Portugal...". Não seria mais fácil? Não ficaria mais inteligível? Este é o resultado de se escarrapachar com as notícias que se recebem às catadupas, limitando-se a traduzi-las. A esse propósito é interessante lembrar o artigo da Siri sobre as notícias copiadas lá de fora, e apresentadas como nossas.

publicado por coisas minhas às 11:17
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1 comentário:
De Social mas Light a 11 de Setembro de 2007 às 12:30
Mais uma vez concordo com o seu comentário. Qualquer serviço noticioso tem que ter uma durabilidade de pelo menos 45 minutos, o que obriga a repetições, notícias sem interesse nenhum e ainda nos brindam com aqueles flashs de ... e mais á frente vamos falar de ... e esperamos até ao desespero por essa notícia que, duma forma geral, não interessa nem ao Menino Jesus.
Em qualquer outro País, e a maioria é bem maior do que o nosso, a duração é de 20 minutos.
Tenha uma boa semana
Social mas cada vez mais light

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