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Quinta-feira, 10 de Março de 2016

O homem que não existe

A maioria de nós somos anónimos. Nascemos, vivemos e morremos sendo relevantes só para alguns. Em sete mil milhões de pessoas, a vida da maioria passa despercebida de todos os outros. Alguns são menos anónimos, pelo que fazem, dizem, provocam ou ignoram, seja para o bem ou para o mal. E há alguns que só existem por causa de outros. A saída de cena do presidente da república lembrou-me dum outro personagem que, só por arrasto, quando aquele foi primeiro-ministro, se tornou pública. Este tem existência anónima como a esmagadora maioria. Fez umas coisas que terão a sua importância contextual. Entre outras, teve um cargo político que o faz ter existência quando se refere uma outra pessoa: José Saramago. Quando se fala de José Saramago por vezes fala-se dessa pessoa, mas só por causa de Saramago, não por mérito próprio. O inverso nunca acontece. Nesse sentido, esta personagem é um homem que não existe.  
publicado por coisas minhas às 08:52
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015

Sábios conselhos

Na TSF há uma rubrica com a revista Pais e Filhos. Regra geral tem temas interessantes, mas de vez em quando não interessam nada. Foi o caso do último, com o relato de uma blogger qualquer, com conselhos sobre como ir à praia. Se bem apontei, os conselhos são os seguintes, e seguem-se logo as minhas opiniões.

1) não é preciso um bronzeador para cada um da família, pode ser igual para todos.
(Qual é a novidade? Nós sempre levámos só, de preferência factor 600...)

2) levem um carrinho de compras, daqueles das avós, que fica lá tudo dentro de um dia para outro.
(Pois, isso é para as praias onde se pode andar com rodas, mas ok.)

3) levem água, por causa do calor e das desidratações.

(A sério?!? É MESMO PRECISO? Para a praia?!? Quem diria!)

4) levem borrifadores.
(Para borrifar, presume-se, mas é indispensável? Não se pode fazer com as mãos? Não ocupa volume? Ah, não, temos o carrinho com rodas para levar tudo...)

5) levem toalhetes.
(Os borrifadores não devem ser suficientes. Mas como há espaço para levar tudo...)

6) não ficar na praia nas horas de maior calor.
(A sério?!? Então das 13h00 às 16h00 não é o melhor para torrar ao Sol para depois fazer inveja às amigas com um g'anda bronze?)

7) ter cuidado com o mar.
(Esta não comento.)

8) cansar as crianças para dormirem melhor.
(Se carregassem com as suas tralhas para a praia também ajudava a cansá-los.)

 E pronto, já podemos todos ir para a praia com estes sábios conselhos.

publicado por coisas minhas às 15:02
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2015

Coisas úteis (?) que se aprendem

Oiço, quase como ruído de fundo do que por necessidade de informação, a rádio Nostalgia. Não é a melhor rádio, mas é um equilíbrio razoável entre a música ambiente não irritante e a abstracção necessária ao trabalho. Tem porém alguns programas e informações perfeitamente inúteis. Gostam, por exemplo, de anunciar os aniversários de músicos, maioritariamente anglo-saxónicos. Não posso dizer que o façam "exclusivamente" com aqueles músicos, embora supeito que o seja. Adiante. É como se só houvesse músicos anglo-saxónicos que fizeram algo no passado. Têm uma rúbrica que "Uma data de música" sobre coisas que aconteceram noutros anos neste dia. Nesse programa então é mesmo tudo quase só americano. Nunca houve nenhum músico português que tenha nascido, morrido, editado uma música ou feito um espectáculo ou qualquer outro evento que conste deste programa.

Voltando ao dia à dia da rádio, hoje anunciaram que o George Michael faz anos. Não retive quantos, não me interessa. Mas ainda deram a saber que ele só apareceu uma vez na capa da revista Rolling Stone - que deve ser a coisa mais lida naquela rádio - e que é canhoto.

Aprendi muito hoje.

publicado por coisas minhas às 09:38
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We Go ou Nós Vamos?

A Mercedes tem um serviço de "Check-up gratuito onde estiver, Know-how e atendimento profissional" com o nome de We Go. O anúncio na rádio é uma conversa entre dois amigos em que um pergunta ao outro onde vai ele fazer a revisão ao carro, ao que lhe responde "Na praia". A ideia a transmitir é que a Mercedes faz o serviço em qualquer lado, em vez de o cliente ir a uma oficina vai a oficina ter com o cliente.

Nada contra esta solução, é extremamente cómoda. Mas porquê We Go? O anúncio é em Português, da conversa entre as personagens à informação do locutor. Tudo em Portguês menos o nome do serviço, que é em Inglês. Se o nome fosse "Nós Vamos" ou qualquer outra coisa em Português, os clientes não entenderiam? Porquê TER DE SER em Inglês?

publicado por coisas minhas às 09:18
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Sábado, 28 de Março de 2015

Eusébio no Panteão não. Pelo menos por agora.

Eusébio morreu há pouco mais de um ano. O seu desaparecimento físico gerou uma histeria de massas, compreensível pelo que fez em vida e pelo que representou, e continua a representar para muita gente. Pouco após a sua morte, muito pouco tempo depois, logo se começou a falar da sua ida para o panteão. Salvo erro meu, ainda não tinha ido a enterrar e já se falava disso. Quase se podia dizer que ainda o corpo estava quente e já o queriam enviar para o panteão.

O funeral de Eusébio foi outra histeria. As cenas que se viram do seu funeral, os magotes de gente no cemitério, pareciam mais vindas de outros países que nós, do alto da nossa sobranceria, apelidamos de subdesenvolvidos.

Eusébio foi, e continua a ser, um símbolo nacional. Mas também era um homem, uma pessoa com vida pessoal, com família e amigos, não os milhares que um dia tiraram uma foto com ele, ou se sentaram com ele algures, mas os amigos mesmo que teve. Era uma pessoa normal a quem a família e os amigos não puderam fazer o funeral. O cortejo fúnebre foi de exibição às massas, as mesmas que invadiram o cemitério ao ponto de quase não se conseguir circular pelo cemitério. Revejam as imagens, coloquem-se no lugar da família e pensem se quereriam que o despedir de alguém que vos é próximo decorresse assim.

Acho que a família de Eusébio não pôde despedir-se dele como seria normal. Ainda o tinham consigo, morto mas por enterrar, quando começaram a falar em colocá-lo no panteão. Eusébio foi tirado à família. Mal passou um ano da sua morte e vão-lhes tirar ainda mais o pouco ou nada que dele tiveram.

Ressalvadas as devidas comparações, este caso lembra-me o de Catarina Eufémia que nos anos 50 foi morta pela GNR num protesto de trabalhadores no Alentejo. Uma fantástica reportagem da TSF ("Catarina é o meu nome") fala a certa altura que a sua campa foi tornada propriedade do Estado para que não fosse idolatrada pela oposição ao regime. Após o 25 de Abril a campa tornou-se propriedade do PCP para a preservar. Esteja isto certo ou errado, o certo é que a campa nunca foi da família. Como Eusébio, que morreu e deixou de ser da família.

publicado por coisas minhas às 22:25
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Viva la vida loca aos 80!

Se for avante a ideia hoje propagada nas notícias, de que o valor das pensões poderá variar a cada ano em função de vários factores, isso até poderá ser benéfico.

Sem qualquer perspectiva de como poderá ser o ano seguinte, senão mesmo o mês ou a semana, os reformados vão começar a viver cada dia como se fosse o último. Se calhar serão mais felizes, fazendo já aquilo que nunca ousaram fazer. 'bora lá estourar já o dinheiro todo porque no ano que vem vou não vou poder comprar medicamentos. Por isso, mais vale morrer já a divertir-me, a fazer páraquedismo, rappel, mergulho ou qualquer coisa assim, do que definhar numa cama ou sofá em terceira mão dalgum lar de terceira e quarta idade, provavelmente ilegal.

Talvez, assim, comecem a morrer mais cedo, haja menos pensões a pagar, menos cuidados paliativos, menos custos e, talvez assim, se alcance a sustentabilidade do sistema.

publicado por coisas minhas às 23:08
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Terça-feira, 25 de Março de 2014

Não tenho dinheiro para um Audi

O Governo escolheu a marca Audi para fornecedora dos prémios a sortear por quem peça factura nas suas trocas comerciais. O conceito base é interessante. Compra-se uma impressora por 100€, pede-se factura e ganha-se um Audi.

É aliciante para quem pode sustentar um Audi. Eu não posso. Pessoalmente não gosto dos Audi, mas só por uma questão estética. São sem dúvida bons carros e por isso, ou também por isso, são caros, muito caros. Um Audi novo quanto pagará de Imposto Único de Cirulação? E com o motor que tem, quanto consome? E por quando ficará o seguro? (só contra terceiros, que não dá para mais).

Sou levado a concordar com o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) que, sem discurdar do mérito da ideia base da iniciativa - incentivar o pedido de facturas - sugeriu como alternativa oferecer o direito do premiado a deduzir no seu IRS o valor do prémio ou não pagar alguns impostos e ser devolvido o IRS descontado pela entidade patronal.

Mas, enfim, foi esta a escolha do Governo. Comprar carros caros alemães para oferecer. E, já agora, em quanto é que isto ajuda a controlar o défice?...

publicado por coisas minhas às 17:00
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

A senhora engorda e volta a emagrecer?

Passa regularmente um anuncio na rádio M80 que já parece anedota. É da
empresa Nutribalance e é uma pseudo entrevista em que a pivot (ou
alguém com uma voz muito parecida) entrevista uma senhora que seguiu
um programa de emagrecimento daquela empresa.
Estes anuncios de pseudo entrevistas são, para mim, deploráveis. Acho
que é enganar o ouvinte induzindo-o a pensar que se trata da
programação normal da estação, e não é.
No anúncio a senhora diz que há uns dois meses vestia o 46 e agora já
veste o 40. é um bom resultado em dois meses. O problema é que há
muito mais de dois meses que a senhora anda a dizer o mesmo... Antes
do Natal já a senhora dizia isto.Será que a a senhora voltou a
engordar e volta e meia faz o mesmo tratamento para emagrecer de novo?
publicado por coisas minhas às 17:13
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Al Capone era Tuga

Al Capone era tuga, só pode. Segundo a Wikipédia ele chamava-se Alphonsus Gabriel Capone, mas é sabido que há artigos da Wikipédia que estão errados.

Como o carnaval de Estarreja dedicou o corso de hoje (sim, quase uma semana depois do Carnaval...) a Al Capone e à Lei Seca, só se pode inferir que Al Capone se chamava Afonso Gabriel Capão, e era de Estarreja. Terá mudado de nome quando fugiu para os EUA, porque por cá a vida era dificílima por causa da Lei Seca, que inspirou o carnaval de Estarreja deste ano...

Segundo o site da Associação do Carnaval de Estarreja  "As primeiras referências às origens do Carnaval de Estarreja datam do final do Século XIX." e "Em 1986 surgiu o primeiro grupo de samba(...)". Por isso o que interessa é o samba, recente, porque o resto da história, os outros 100 anos do carnaval de Estarreja não interessam para nada. Por isso se pode potenciar o disparate do Samba no frio de Fevereiro com um corso dedicado a Al Capone e à Lei Seca.

Só posso concordar com o texto do blog Imprensa Falsa: "Sambar em Portugal, em Fevereiro, é anormalidade equivalente a esquiar na praia em Agosto ou aa aquecer um gelado no microondas. Não faz sentido".

Estarreja fica em que planeta?

publicado por coisas minhas às 22:17
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013

Carnaval palerma

Ouvi uma participante de uma escola de samba do carnaval de Estarreja dizer que aquele tipo de carnaval está no sangue daquela população. É mesmo do que mais nos ocorre quando se fala em Estarreja é samba. É Paris e a torre Eiffel, Moscovo e o kremlin, Nova Iorque e a estátua da Liberdade, Sydney e a sua ópera, e Estarreja e o samba.

publicado por coisas minhas às 17:48
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